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sábado, outubro 10, 2026

Amazon lança linha de tablets com Android e Alexa+ e aumenta preços

Amazon apresenta tablets com Android e Alexa+ e eleva faixa de preço

A Amazon revelou nesta quinta-feira (8) uma nova linha de tablets que, pela primeira vez, utilizam o sistema operacional Android e trazem a assistente de voz Alexa+ como recurso central. A família, chamada Alexa Tablets, foi desenvolvida sob o codinome Kittyhawk e marca uma mudança estratégica da empresa, que busca migrar de dispositivos de baixo custo para aparelhos mais sofisticados.

São três modelos anunciados: Amazon Alexa Tablet 12 Pro, Amazon Alexa Tablet 11 e Amazon Alexa Tablet 8. Todos os aparelhos têm acabamento em alumínio, substituindo o plástico empregado na geração anterior dos tablets Fire. A Amazon informou que os preços iniciais variam entre US$ 230 (equivalente a R$ 1.155) e US$ 500 (R$ 2.510), mas o topo de linha com 128 gigabytes de armazenamento chega a custar US$ 550 (R$ 2.761).

O modelo mais avançado, a US$ 550, tem preço semelhante ao de um tablet Galaxy da Samsung e fica US$ 100 acima do preço inicial de um iPad da Apple, que parte de US$ 450 (R$ 2.259). A mudança de posicionamento ocorre sob a liderança de Panos Panay, responsável pela divisão de dispositivos da Amazon, que busca fidelizar clientes ao portfólio de serviços da empresa, como Prime Video, Kindle e outros aplicativos.

A adoção do Android encerra a limitação imposta pelo Fire OS, sistema próprio da Amazon que, embora baseado no Android, exigia adaptações e restringia o acesso à loja de aplicativos do Google. Com a nova plataforma, os usuários não ficarão restritos apenas à loja da Amazon, o que era uma das críticas de desenvolvedores que precisavam criar versões adicionais de seus apps.

A assistente Alexa+ recebe destaque na estratégia: equipada com recursos de inteligência artificial generativa, a versão avançada da Alexa promete executar tarefas e responder a perguntas com maior capacidade. O uso da Alexa+ nos tablets exigirá assinatura Prime ou a subscrição do serviço específico, segundo a empresa.

Alguns ajustes comerciais também foram divulgados: somente o modelo mais caro vem sem publicidade na tela de bloqueio; nos demais será cobrada uma taxa de US$ 20 (R$ 100) para remover os anúncios, superior aos US$ 15 (R$ 75) praticados anteriormente em dispositivos Fire.

O lançamento ocorre em um momento de retração global do mercado de tablets. Dados da IDC citados pela Amazon apontam queda de 12% nas vendas no segundo trimestre, para 33,6 milhões de unidades, e retração de 32% nos Estados Unidos, afetados, entre outros fatores, pela escassez de chips de memória. A participação de mercado da Amazon caiu para 1,9% no segundo trimestre, ante 8% no ano anterior; a Apple lidera com 34% e a Samsung tem 17,5%.

A empresa afirmou que os tablets antigos com Fire OS continuarão funcionando, mas não detalhou se manterá suporte ao sistema e à loja de aplicativos, lembrando que, no início do ano, descontinuou o suporte a modelos antigos do Kindle citando custos de manutenção de software.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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