A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou neste domingo (25) que não foram identificadas anormalidades na programação dos voos comerciais durante o fim de semana do segundo turno das Eleições 2026. A posição foi divulgada após repercussão nas redes sociais sobre supostos problemas com cancelamentos e atrasos.
Segundo a Anac, havia 3.797 voos programados para os dias 24 e 25 de outubro. Até as 13h de domingo, foram contabilizados 35 cancelamentos, o que representa uma taxa de 0,9% sobre o total de voos previstos. A agência ressaltou que esse índice é equivalente ao observado no fim de semana anterior, 17 e 18 de outubro, quando ocorreram 36 cancelamentos entre 4.233 voos agendados.
A agência reguladora afirmou ainda que atrasos e cancelamentos fazem parte da rotina da aviação comercial e, diante dos números apurados, não identificou nenhuma anormalidade relacionada ao período eleitoral. Mesmo assim, a Anac notificou as três maiores companhias aéreas do país para que informem, com urgência, as medidas adotadas para a reacomodação imediata dos passageiros afetados.
Em resposta ao g1, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) declarou que cancelamentos pontuais têm origem em motivos meteorológicos ou operacionais e que a segurança e integridade dos passageiros são prioridade das empresas. A entidade repudiou insinuações de que alterações na programação tivessem motivações externas ou políticas, afirmando que as decisões seguem critérios técnicos e procedimentos operacionais.
A Abear acrescentou que as companhias associadas estão prestando assistência material e operacional aos viajantes impactados, conforme as normas da Anac. Também foi informado que é falso o boato de que todos os voos da Gol do Sul para o Nordeste teriam sido cancelados.
Relatos isolados de tumulto em terminais por conta de cancelamentos, como o caso de um voo de Porto Alegre para Salvador, constaram na cobertura, mas a Anac reiterou que os números gerais não apontaram irregularidade na malha aérea durante o fim de semana eleitoral.
Com informações de G1




