A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) determinou a suspensão total das operações da Total Linhas Aéreas, empresa responsável pelo transporte de encomendas e outras cargas para os Correios.
A medida, de caráter preventivo, passou a valer na terça-feira (1º) e foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quarta-feira (2). Segundo a decisão, trata-se de uma ação administrativa acautelatória, isto é, uma providência adotada pela agência com finalidade preventiva.
Com a suspensão em vigor, a Total fica proibida de realizar voos e demais operações aéreas enquanto a sanção não for revista ou revogada. A empresa presta serviço aos Correios no transporte de cargas, por isso a decisão da Anac impacta diretamente a logística de remessas gerenciada pela estatal.
O despacho da agência foi formalizado como ato administrativo e não envolve, na publicação, prazo definido para a retomada das atividades. A suspensão impede que a companhia operacionalize qualquer voo comercial de carga até que as pendências que motivaram a ação sejam esclarecidas e resolvidas junto à Anac.
No contexto mais amplo, a estatal Correios acumula prejuízo de R$ 5,5 bilhões no primeiro semestre, informação que figura junto a reportagens sobre a atuação da empresa e sua rede de parceiros de transporte.
Em comunicado relacionado à investigação do caso, o presidente da Anac afirmou que a agência foi enganada pela Voepass, conforme trechos divulgados por veículos de imprensa. A menção indica que a apuração sobre as circunstâncias que motivaram a suspensão envolve também esclarecimentos sobre a relação entre a Total Linhas Aéreas e outras empresas de aviação.
A publicação no DOU consolida a decisão administrativa e torna público o impedimento de operação. Até a retirada da medida, a Total não poderá executar os serviços a que está vinculada, incluindo os contratos de transporte de carga firmados com os Correios.
A Anac informou que a ação tem caráter preventivo e que as providências necessárias para eventual retomada dependerão do cumprimento de exigências e da conclusão das apurações internas.
Com informações de G1




