A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização do suplemento Tadala Pro Max e ordenou o recolhimento de todos os produtos fabricados pela Bioghen Suplementos Nutricionais Ltda após constatar irregularidades sanitárias. A decisão foi publicada na Resolução RE nº 690, no Diário Oficial da União, em 20 de fevereiro de 2026.
Segundo a Anvisa, a suspensão abrange fabricação, distribuição, importação, propaganda, venda e uso de todos os lotes do Tadala Pro Max. O órgão informou que o produto não atende às exigências legais e pode representar risco à saúde da população, acrescentando que o item era produzido por empresa desconhecida.
O Tadala Pro Max vinha sendo comercializado na internet em cápsulas e gotas e era anunciado como fórmula com ingredientes naturais, sem detalhar a composição. No rótulo, o produto aparecia associado a marcas como Naturais suplementos e Natu7. A oferta prometia aumento de vitalidade e melhora do bem-estar masculino, e os itens relacionados ao segmento chegavam a ser vendidos por até R$ 289.
Esclarecimento sobre a tadalafila
A Anvisa esclareceu que a medida não alcança a tadalafila — medicamento aprovado e disponível no mercado para tratamento da disfunção erétil desde o início dos anos 2000. A agência reiterou que a tadalafila é um inibidor reversível, potente e seletivo da fosfodiesterase 5 e que seu uso deve ocorrer somente com prescrição médica, na dose e por período definidos por profissional de saúde.
Recolhimento de suplementos da Bioghen após inspeção
Além da proibição do Tadala Pro Max, a Anvisa determinou o recolhimento de todos os produtos fabricados pela Bioghen Suplementos Nutricionais Ltda, empresa com atuação no mercado fitness que comercializa itens como whey protein e taurina. A decisão suspende a comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e consumo dos produtos da marca.
A medida foi motivada por falhas graves identificadas pela vigilância sanitária durante inspeção realizada entre os dias 11 e 13 de fevereiro na unidade da Bioghen em Itapecerica da Serra (SP). Técnicos relataram que a estrutura física da fábrica não condizia com o volume de operações e detectaram problemas nos sistemas de ventilação e exaustão, limpeza deficiente em áreas críticas como pesagem e mistura, armazenamento inadequado, falhas de organização e segregação de materiais, e deficiência no sistema de gestão da qualidade e nos registros de produção.
Foi ainda constatada ausência de programa de controle de alergênicos e falta de advertência sobre possível contaminação cruzada na rotulagem. Para a Anvisa, esse conjunto de irregularidades compromete a segurança dos produtos colocados no mercado. A Bioghen também atua como fabricante terceirizada para outras marcas do setor, entre elas a +Mu.
A agência reforçou o alerta para que consumidores verifiquem a procedência de suplementos e utilizem medicamentos apenas com orientação médica.
Com informações de Paranaibamais




