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sábado, outubro 31, 2026

Argentina, Panamá e Equador estão entre os 10 piores países para direitos trabalhistas, diz estudo

Relatório da Confederação Sindical Internacional aponta retrocessos na região

Argentina, Panamá e Equador foram incluídos entre os “10 piores países do mundo” para os direitos dos trabalhadores, segundo o relatório Índice Global dos Direitos da Confederação Sindical Internacional (CSI) divulgado nesta segunda-feira, 1º de junho (data local).

Os três países latino-americanos aparecem na lista junto com Belarus, Egito, Essuatíni, Mianmar, Nigéria, Tunísia e Turquia, de acordo com a publicação mais recente da CSI.

O estudo indica que a Argentina passou para a categoria 5 — o nível mais grave do índice — após registrar o segundo ano consecutivo de piora em sua classificação. A CSI afirma que “as condições para os trabalhadores e os sindicatos tornaram-se cada vez mais repressivas e hostis sob o governo de extrema direita do presidente Javier Milei”.

O relatório também lembra que a Argentina instituiu um protocolo antibloqueio para manter “a ordem pública em caso de bloqueios de estradas”, que autoriza o uso indiscriminado da força policial, e destaca que a classificação do país caiu da categoria 3 para a 5 em apenas dois anos. A CSI define o grupo 5 como o de países em que os direitos “não são garantidos”, com violações regulares que impedem os trabalhadores de exercerem direitos previstos na legislação.

Sobre o Panamá, a CSI aponta que trabalhadores e sindicatos “carecem de garantias quanto a seus direitos básicos e enfrentam uma opressão constante por parte dos empregadores e do Estado”. No caso do Equador, o relatório registra que, em 2025, os legisladores aprovaram uma lei que permite vigilância sem ordem judicial, interceptação de comunicações e coleta de dados privados.

Na divisão regional, o estudo classifica Brasil, Costa Rica, El Salvador, Peru e Trinidad e Tobago no grupo 4 (violações sistemáticas); Bahamas, Bolívia, Chile, Jamaica, México e Paraguai no grupo 3 (violações regulares); e Espanha, Portugal e República Dominicana no grupo 2 (violações repetidas). O Uruguai é o único país latino-americano no grupo 1 (violações esporádicas), ao lado de Alemanha, Áustria, Dinamarca, Islândia, Irlanda, Noruega e Suécia — o relatório descreve o Uruguai como “uma exceção em uma região amplamente caracterizada pela repressão sindical e pela exploração”.

De modo geral, a CSI afirma que a América Latina “continua sendo a região mais letal para os trabalhadores e seus representantes”, citando execuções extrajudiciais registradas na Colômbia e no México. O levantamento indica ainda que, em cerca de 9 em cada 10 países da região, o direito de greve foi violado e o registro de sindicatos foi impedido, e que “em aproximadamente metade dos 25 países da região, trabalhadores foram detidos ou encarcerados”.

Luc Triangle, secretário-geral da CSI, comentou que “o Índice 2026 revela que a crise dos direitos dos trabalhadores já não se limita a alguns poucos países: ela agora está no centro das democracias” e acrescentou: “Os governos já não protegem os trabalhadores e, em alguns casos, contribuem para enfraquecer seus direitos”.

O Índice Global dos Direitos é elaborado pela CSI desde 2014 e classifica 151 países com base em 97 indicadores fundamentados em convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e em sua jurisprudência.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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