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domingo, outubro 25, 2026

Bank of America aceita pagar US$ 72,5 milhões para encerrar processo ligado a Jeffrey Epstein

O Bank of America concordou em pagar US$ 72,5 milhões (aproximadamente R$ 381 milhões) para encerrar um processo civil apresentado por mulheres que acusam a instituição de facilitar os abusos sexuais cometidos por Jeffrey Epstein, conforme registros judiciais divulgados nesta sexta-feira (27).

Advogados do banco e das autoras informaram ao juiz Jed Rakoff, da Corte Federal em Manhattan, que chegaram a um “acordo em princípio” neste mês, embora os termos não tenham sido divulgados até o momento. Rakoff marcou uma audiência para a próxima quinta-feira com o objetivo de analisar a proposta de acordo e decidir sobre sua homologação.

A ação coletiva, ajuizada em outubro por uma mulher identificada como Jane Doe, sustenta que o banco ignorou transações suspeitas relacionadas a Epstein mesmo diante de informações sobre seus crimes, priorizando o lucro em detrimento da proteção das vítimas. Entre as alegações está que a instituição teria se beneficiado conscientemente do esquema de tráfico sexual e teria dificultado a aplicação de leis federais destinadas a proteger as vítimas.

Em resposta, o Bank of America afirmou que as acusações se fundamentam unicamente na prestação de serviços financeiros rotineiros a clientes que, na época, não tinham ligação conhecida com Epstein, e descreveu como “frágil e infundada” qualquer sugestão de envolvimento mais profundo nas atividades do financista.

O processo cita, entre outras operações, pagamentos feitos a Epstein pelo bilionário Leon Black, cofundador da Apollo Global Management. Black deixou o posto de presidente-executivo da Apollo em 2021 depois que uma investigação externa concluiu que ele havia pagamento US$ 158 milhões a Epstein por serviços de planejamento tributário e patrimonial. Black nega irregularidades e afirma ter desconhecimento sobre os crimes atribuídos a Epstein.

Os advogados que representam Jane Doe também moveram ações contra outros supostos facilitadores de Epstein. Em 2023, fecharam acordos de US$ 290 milhões com o JPMorgan Chase e de US$ 75 milhões com o Deutsche Bank. Eles ainda recorrem da decisão do juiz Rakoff, proferida em janeiro, que rejeitou uma ação semelhante contra o Bank of New York Mellon.

Jeffrey Epstein morreu em agosto de 2019 em uma cela em Manhattan enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual; a morte foi considerada suicídio pelo legista de Nova York.

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Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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