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quinta-feira, outubro 15, 2026

Boi gordo avança no Brasil com oferta restrita e escalas de abate curtas

O mercado físico do boi gordo apresentou, ao longo da semana, negócios acima das referências médias em várias praças do país, apoiados pela oferta limitada de animais terminados. A escassez de animais prontos para abate tem sido apontada como o principal fator de sustentação dos preços em março.

Segundo o analista da Safras & Mercado Fernando Iglesias, os frigoríficos têm dificuldade para estender suas escalas de abate, que permanecem entre cinco e sete dias úteis na média nacional. Esse cenário mantém a necessidade de compras mais firmes por parte da indústria.

Apesar da tendência de alta nos preços, o mercado demonstra volatilidade. Entre os elementos que pressionam os contratos futuros do boi gordo na B3 estão o conflito no Oriente Médio, a alta nos combustíveis e o avanço da cota chinesa, que contribuem para oscilações nos preços negociados em bolsa.

Nas principais praças, os valores da arroba registraram movimentos variados na semana:

São Paulo (SP): R$ 355,00, alta de 2,90% em relação aos R$ 345,00 da semana anterior.

Goiânia (GO): R$ 340,00, avanço de 3,03% ante R$ 330,00.

Uberaba (MG): R$ 345,00, sem variação.

Dourados (MS): R$ 340,00, queda de 1,45% frente aos R$ 345,00.

Cuiabá (MT): R$ 340,00, estável.

Vilhena (RO): R$ 310,00, sem alterações.

Atacado

No atacado, os preços se mantiveram estáveis durante a semana, indicando limitações para novos avanços, conforme avaliação de Iglesias. A estabilidade no atacado reflete, segundo o analista, maior competitividade de outras proteínas no mercado.

O quarto do dianteiro seguiu cotado a R$ 20,50 por quilo, enquanto o traseiro bovino permaneceu em R$ 27,00 por quilo.

Exportações

No comércio exterior, as exportações brasileiras de carne bovina continuaram aquecidas em março. Até o momento, o país embarcou 115,678 mil toneladas, com receita de US$ 666,888 milhões. A média diária ficou em 11,567 mil toneladas, com faturamento médio de US$ 66,688 milhões.

Na comparação com março do ano passado, houve crescimento de 20,1% na receita média diária, avanço de 2,1% no volume e alta de 17,6% no preço médio da tonelada, que ficou em US$ 5.765,00.

O comportamento do mercado seguirá condicionado à oferta ajustada de animais terminados e às variáveis externas que influenciam contratos futuros e demanda internacional.

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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