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segunda-feira, outubro 12, 2026

Brasil criou 112,3 mil empregos formais em janeiro de 2026, queda de 27,2% sobre janeiro de 2025

O Brasil registrou a criação de 112,3 mil empregos formais em janeiro de 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta terça-feira (3). No mês, foram contabilizadas 2,2 milhões de contratações e 2,09 milhões de desligamentos.

O resultado representa uma retração de 27,2% em relação a janeiro de 2025, quando foram geradas cerca de 154,4 mil vagas com carteira assinada. Esse desempenho foi o pior para um mês de janeiro desde 2023.

Comparação histórica

O Caged apresenta, para janeiro dos anos recentes, os seguintes saldos de emprego formal: 2020, fechamento de 112,1 mil vagas; 2021, criação de 254,5 mil vagas; 2022, 167,4 mil; 2023, 90,09 mil; e 2024, 173,1 mil empregos abertos. O governo e analistas destacam que a comparação com anos anteriores a 2020 não é adequada devido a mudança metodológica nos registros.

Perspectiva do governo

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o país pode chegar a empatar ou superar a geração de empregos registrada em 2025 — quando foram abertas 1,27 milhão de vagas — caso a taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano, seja reduzida, conforme sinais do Banco Central. Marinho condicionou a projeção ao não agravamento do cenário internacional e à postura do BC em relação à Selic.

Saldo de emprego e setores

Ao fim de janeiro de 2026, o Brasil contava com um saldo de 48,57 milhões de empregos com carteira assinada, acima dos 48,46 milhões registrados em dezembro de 2025 e dos 47,35 milhões de janeiro de 2025.

Os dados do Caged apontam criação de vagas em quatro dos cinco setores econômicos, com a indústria registrando a maior alta e o comércio apresentando queda. Todas as cinco regiões do país tiveram abertura líquida de postos em janeiro.

Salário e comparações metodológicas

O salário médio de admissão em janeiro de 2026 foi de R$ 2.389,50, valor que representa aumento real em relação a dezembro de 2025 (R$ 2.312,76) e também superior ao observado em janeiro de 2025 (R$ 2.348,20).

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) considera apenas trabalhadores com carteira assinada, portanto os resultados não são diretamente comparáveis aos números de desemprego divulgados pelo IBGE, coletados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). Em 2025, a taxa de desocupação foi de 5,6%, o menor patamar desde o início da série em 2012, ante 6,6% em 2024.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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