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sábado, outubro 10, 2026

Brasil lidera Open das Américas de halterofilismo com sete ouros e 14 pódios

O Brasil assumiu a liderança do quadro de medalhas do Open das Américas de halterofilismo, torneio realizado na Cidade do México que conta para o ranking classificatório da Paralimpíada de Los Angeles 2028. Após três dias de disputas, com competições iniciadas no domingo (4) e seguindo até esta quinta-feira (8), a delegação brasileira acumulou 14 pódios, sendo sete ouros.

O avanço foi impulsionado por uma rodada decisiva na terça-feira (6), quando os atletas brasileiros conquistaram quatro medalhas de ouro e registraram três dobradinhas — situações em que o país teve primeiro e segundo lugar nas mesmas categorias.

Entre as conquistas, a paulista Mariana D’Andrea confirmou o favoritismo na categoria até 73 kg, ergueu 146 kg e bateu o recorde das Américas da categoria, um quilo a mais que sua própria marca de 2024. A mineira Caroline Fernandes ficou com a prata ao levantar 119 kg.

Na divisão até 80 kg, o paraibano Ailton de Souza venceu com 201 kg. O equatoriano Sebastian Ayala foi segundo com 166 kg e o mexicano Jairo Santiago fechou o pódio com 161 kg.

A amazonense Maria de Fátima Castro, medalhista de bronze em Paris-2024 na categoria até 67 kg, passou a competir até 79 kg e conquistou o ouro no Open ao levantar 135 kg, quatro quilos a mais que a brasiliense Gabrielle Lima, que ficou com a prata (131 kg) na dobradinha brasileira.

Na antiga faixa de peso de Maria de Fátima, outra dobradinha do Brasil: Laira Guimarães assegurou o ouro com 109 kg entre atletas até 61 kg, enquanto Naira Cruz foi prata com 106 kg.

Outros resultados e contexto classificatório

Na segunda-feira (5), a potiguar Maria Rizonaide da Silva ganhou o ouro na categoria até 50 kg. A gaúcha Ana Paula Marques (até 61 kg) e a mineira Cristiane Reis (até 55 kg) subiram ao pódio com o bronze. O rondoniense Kauê Motta, em sua estreia internacional após migrar do fisiculturismo para a modalidade, terminou em quarto lugar entre os até 65 kg, a um quilo do pódio.

A participação brasileira no Open começou no domingo (4) com quatro medalhas: Marco Túlio Cruz (ouro, até 49 kg) e Lara Lima (ouro, até 45 kg), João Maria França (prata, até 59 kg) e Brenda Pepe (bronze, até 41 kg).

O Open das Américas é uma das competições obrigatórias para atletas do continente que buscam vaga em Los Angeles. Para cumprir os requisitos da World Para Powerlifting (WPPO), entidade ligada ao Comitê Paralímpico Internacional, no próximo ano os competidores precisarão participar dos Jogos Parapan-Americanos de Lima (Peru) e do Campeonato Mundial da Cidade do México. Em 2028, ao fechar o ranking, os atletas deverão disputar pelo menos duas etapas da Copa do Mundo de halterofilismo; os oito melhores de cada categoria que atenderem às exigências da WPPO se classificam para a Paralimpíada.

Mariana D’Andrea, em declaração à TV Brasil antes do embarque para o México, citou a orientação do treinador Valdecir Lopes sobre a dificuldade de se manter no topo e destacou a disciplina como fator decisivo para repetir resultados de alto nível.

Com informações de Agência Brasil

Evaldo Ribeiro
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Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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