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O Brasil manteve em 2025 os níveis de desempenho já constatados nas edições anteriores do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), segundo dados divulgados pela OCDE em 8 de setembro de 2026. A avaliação, aplicada a estudantes de 15 anos em 91 países e economias, testou quatro áreas: ciências (foco da edição), matemática, leitura e, pela primeira vez, resolução de problemas com ferramentas computacionais.
Resultado geral e comparação com 2022
Nas três áreas tradicionais comparáveis com edições anteriores — ciências, matemática e leitura — o desempenho do país permaneceu estatisticamente estável em relação a 2022, segundo a OCDE. A mudança nas posições no ranking, porém, foi afetada pelo aumento de participantes, de 81 para 91 países e economias, o que altera a colocação relativa entre as edições.
Indicadores de risco e alto desempenho
O levantamento revelou que 43,8% dos estudantes brasileiros ficaram abaixo do nível mínimo de proficiência simultaneamente nas três disciplinas, mais que o dobro da média da OCDE, que é 19,7%. No outro extremo, apenas 1,8% dos estudantes brasileiros alcançaram alto desempenho em pelo menos uma área, contra 11,9% na média da OCDE.
Matemática
Matemática foi a disciplina mais crítica para o Brasil: com 377 pontos, o país figurou em 71º lugar entre 89 países com dados na área, empatado com o Líbano. Na região da América Latina, o Brasil ficou atrás de Uruguai, Chile, México, Costa Rica, Peru e Colômbia; teve nota superior à de Argentina, Equador, El Salvador, República Dominicana, Paraguai e Guatemala.
Ciências
Ciências, foco desta edição, foi onde o Brasil obteve seu melhor resultado relativo: 409 pontos e 67º lugar entre 90 países, empatado com o Azerbaijão e à frente de Jordânia e Peru.
Leitura
Em leitura, o Brasil registrou 408 pontos e alcançou a 52ª posição entre 89 países, empatado com México e Albânia. A pontuação ficou dois pontos abaixo da de 2022, diferença considerada não estatisticamente significativa. Entre os melhores colocados, Singapura liderou com 535 pontos, seguida pelas regiões chinesas de Pequim, Xangai, Jiangsu e Zhejiang (527); Taiwan (508); Japão (503); e Macau e Coreia do Sul (501).
Resolução de problemas com ferramentas computacionais
Na nova avaliação de resolução de problemas com auxílio de recursos computacionais, o Brasil obteve 406 pontos, abaixo da média da OCDE, que é 500 pontos. A OCDE também observou que a queda de desempenho internacional de muitos sistemas educacionais começou antes da pandemia de Covid-19; na média dos países da organização, a nota em matemática caiu 22 pontos entre 2015 e 2025, o que a OCDE descreve como equivalente a pouco mais de um ano de aprendizagem.
A divulgação dos resultados confirma a persistência de dificuldades do sistema educacional brasileiro em níveis comparativos internacionais, sobretudo em matemática.
Com informações de G1




