Um estudo do FGV Clima aponta que, embora o Brasil detenha uma das matrizes energéticas mais limpas do planeta, o país precisa transformar essa vantagem em uma estratégia industrial consistente para se destacar na economia de baixo carbono. A análise compara a posição brasileira com a de outras potências e traça caminhos para acelerar a descarbonização.
Indústria como eixo central da transição energética
O relatório integra a série “Desenhando o Futuro da Transição Energética Brasileira” e enfatiza o papel decisivo da indústria na meta brasileira de reduzir emissões líquidas de gases de efeito estufa entre 59% e 67% até 2035, em relação a 2005. A pesquisa lembra que o setor industrial responde por 23,4% do Produto Interno Bruto e consome 31,7% da energia no país, o que o torna um componente essencial para atingir os objetivos climáticos.
Aprendizados de experiências internacionais
O estudo destaca que não há um único modelo aplicável globalmente; diferentes países adotam estratégias alinhadas às suas realidades. A China se sobressai pela coordenação estatal e pela liderança em renováveis, enquanto os Estados Unidos recorrem a políticas industriais para estimular a transição. Essas experiências reforçam que previsibilidade regulatória e planejamento de longo prazo são fatores-chave para atrair investimentos e acelerar a descarbonização.
O documento identifica que o Brasil já conta com políticas climáticas em curso, mas aponta a falta de integração entre essas iniciativas como um obstáculo a ser vencido para potencializar investimentos e resultados.
Oportunidades na economia de baixo carbono
Entre os campos onde o país pode se destacar, o levantamento cita hidrogênio verde, biocombustíveis avançados e tecnologias de armazenamento de energia. Para converter sua vantagem energética em liderança econômica, o relatório ressalta a necessidade de políticas consistentes e financiamento de longo prazo. A articulação entre recursos naturais, inovação e competitividade pode gerar empregos qualificados e fortalecer economias locais.
O estudo conclui que aproveitar plenamente a posição energética favorável depende de ações coordenadas que transformem potencial em estratégia industrial.
Com informações de Uberlandianofoco




