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quarta-feira, setembro 16, 2026

Câmara aprova PEC que extingue escala 6×1; texto segue para o Senado

A Câmara dos Deputados aprovou o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, que prevê o fim da escala 6×1 e fixa jornada máxima de 40 horas semanais. O advogado trabalhista Eduardo Monteiro falou ao Paranaíba Mais sobre mitos e verdades relacionados à mudança, que agora será apreciada pelo Senado Federal.

Votação

No segundo turno, a PEC recebeu 461 votos favoráveis e 19 contrários. No primeiro turno, foram 472 votos a favor e 22 contra. Com a aprovação na Câmara, o projeto segue para análise no Senado.

Fim da escala 6×1: mitos e verdades

‘O salário vai diminuir porque vou trabalhar menos horas?’ — FALSO

De acordo com Monteiro, a Constituição impede redução salarial, e a hora trabalhada passa a ter valor maior para as empresas diante da redução da jornada.

‘A escala 12×36 vai acabar?’ — FALSO

O advogado esclareceu que regimes especiais e atividades essenciais permanecem quando previstos em acordos coletivos com o sindicato.

‘As empresas terão que contratar mais gente?’ — VERDADE

Segundo Monteiro, setores cujo funcionamento não pode ser interrompido — como hospitais e farmácias — terão de aumentar o quadro para suprir folgas adicionais.

‘A mudança é imediata após a votação?’ — FALSO

O advogado informou que há um prazo de 14 meses para implementação completa da mudança, a partir de uma redução gradual da escala.

Principais alterações

Com a aprovação da PEC, a jornada passa a ser limitada a 40 horas semanais, distribuídas em, no máximo, cinco dias. Na prática, o trabalhador terá um segundo dia de descanso semanal e a redução da jornada não implicará corte no salário mensal, segundo Monteiro.

Impacto por setor

Monteiro afirmou que a regra, por ser constitucional, valerá para todo o país, mas os efeitos variam conforme o setor. Comércio e serviços, que dependem da escala 6×1 para funcionamento aos fins de semana, serão os mais afetados. Em segmentos como tecnologia e escritórios, onde o expediente já é em geral de segunda a sexta, a alteração terá pouca repercussão.

O advogado também destacou que o maior desafio será para pequenos empresários, que precisarão reorganizar escalas e folgas sem transferir custos ao consumidor.

Flexibilidade prevista na legislação

Monteiro apontou que o artigo 611-A da CLT permite negociações entre empresas e sindicatos para criar mecanismos de flexibilização, como bancos de horas mais flexíveis. Segundo ele, será necessário buscar um equilíbrio que preserve a saúde e o lazer do trabalhador sem comprometer a viabilidade das empresas.

O projeto agora aguarda tramitação no Senado Federal.

Com informações de Paranaibamais

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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