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sábado, outubro 31, 2026

Carros chineses já dirigem quase sozinhos em ruas de cidade; g1 testou sistema NOA em Baoding

Quem: montadoras chinesas e a equipe do g1.

O que: teste de um sistema semiautônomo chamado NOA (navegação em piloto automático) em um trajeto urbano.

Quando e onde: em um percurso totalmente urbano na cidade de Baoding, a cerca de 180 quilômetros de Pequim. Testes com a tecnologia também são realizados em cidades como Pequim, Xangai, Shenzhen e Wuhan.

Como funciona: o NOA combina conexão móvel (4G/5G), mapas detalhados com GPS — na China, o sistema Beidou — além de radares, sensores a laser (LiDAR) e câmeras. Informações são exibidas nas telas do veículo: mapa da rota, representação tridimensional da via com faixas e objetos ao redor, tempo para abertura ou fechamento dos semáforos, faixas de pedestres e até quais infrações podem ser fiscalizadas por radares fixos, como falta de cinto, desrespeito a pedestres, excesso de velocidade e uso de celular.

Durante o teste, o motorista permaneceu no banco e atendeu às regras municipais que exigem atenção constante e mãos no volante — no caso, com apenas um dedo apoiado e o rosto voltado para frente, para que os sensores internos não registrassem falta de atenção. Diferentemente de serviços como o da Waymo em algumas cidades dos EUA, na China não se permitiu que o banco do motorista ficasse vazio.

Os sensores do carro identificaram veículos, caminhões, ônibus, bicicletas, motos e pedestres, tanto à frente quanto atrás e nas laterais, cada um com representação própria na tela. Com base na posição dos objetos e nas faixas do mapa, o NOA realizou mudanças de faixa automaticamente e chegou a desviar de uma bicicleta caída na via. Também reduziu velocidade antes de uma saída à esquerda e acionou a seta para a conversão.

O sistema exigiu raras intervenções, mas apresentou dificuldade em um retorno em “U” que envolvia cruzar uma pista de quatro faixas para acessar as quatro do sentido oposto; o motorista teve de assumir o controle para concluir a manobra. Em outros momentos, o NOA reagiu sozinho a uma moto que cruzou sem sinal verde e a uma ultrapassagem entre caminhões desviando de cones.

Comparado ao Autopilot da Tesla, o NOA se apoia em maior redundância de dados — mapas detalhados, conexão constante, múltiplos sensores — e mantém a exigência de um motorista atento com as mãos no volante. O sistema assemelha-se ao Super Cruise da Chevrolet, embora este último seja restrito, nos EUA e Canadá, a rodovias e vias expressas com faixas bem demarcadas.

Um sinal luminoso de tom verde-claro, posicionado próximo às lanternas em alguns modelos, indica externamente quando o NOA está ativo. Não existe uma regra nacional que obrigue esse indicador, mas fabricantes passaram a adotá-lo para alertar pedestres e outros motoristas; no Salão de Pequim, o tamanho e a posição da luz variavam entre os veículos expostos.

Veículos vendidos no Brasil, como o Volvo EX30 e o Leapmotor B10, têm sensores internos capazes de alertar o motorista ao desviar o olhar ou virar o rosto, características semelhantes às observadas no sistema testado na China.

O relato baseia-se no teste feito pelo g1 em Baoding e nas observações sobre o comportamento do NOA durante o trajeto.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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