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quinta-feira, outubro 29, 2026

Casal do RS diz ter sido vítima de golpe em financiamento habitacional com participação de funcionário da Caixa

Casal relata perda do sonho da casa própria após obra ser abandonada

Guilherme e Bruna, moradores do Rio Grande do Sul, afirmam ter caído em um esquema durante um financiamento habitacional contratado em 2022 com a Caixa Econômica Federal. Segundo o casal, a construtora indicada para executar a obra tinha relação com um empregado da agência onde o contrato foi assinado, o que teria reforçado a confiança deles ao longo do processo.

O financiamento foi de R$ 290 mil. A construtora foi apresentada ao casal por Pedro André Marchesi Cecegolo, apontado pelas vítimas como proprietário da empresa responsável pela construção. De acordo com o relato de Guilherme, Pedro André trabalhava na agência da Caixa em Alvorada (RS) e se apresentava como alguém capaz de “facilitar” os trâmites do financiamento. No dia da assinatura, embora não tenha participado diretamente do atendimento, ele estava presente na agência e cumprimentou o casal após a aprovação do crédito.

Conforme o casal, funcionários da agência chegavam a utilizar canecas com a marca da construtora nas mesas, o que teria contribuído para a percepção de legitimidade da empresa. A obra teve início e a liberação de parcelas do financiamento pela Caixa foi feita a partir de relatórios de progresso apresentados ao banco.

No entanto, Guilherme e Bruna afirmam que os documentos enviados à Caixa informavam etapas concluídas que não existiam no imóvel. Planilhas indicavam que itens como cobertura e instalações elétricas e hidráulicas estavam praticamente finalizados, mas visitas ao local mostraram apenas parte da estrutura erguida. O casal calcula que a construtora recebeu mais de R$ 200 mil do financiamento antes de interromper o serviço.

As suspeitas aumentaram quando a construtora passou a solicitar valores adicionais, alegando insuficiência dos recursos do financiamento para concluir a obra. Ao verificar a documentação encaminhada ao banco, Guilherme encontrou inconsistências entre os relatórios e a situação real da construção. Além da dívida com a Caixa, o casal diz ter perdido cerca de R$ 62 mil pagos diretamente à construtora como entrada.

Bruna relatou impactos emocionais e disse ter procurado atendimento psicológico em razão do episódio. O caso foi levado à ouvidoria da Caixa. Pedro André Marchesi Cecegolo foi demitido por justa causa do banco; ele nega irregularidades e afirma não ter causado prejuízo financeiro à instituição.

Em nota, a Caixa informou que condutas de empregados em desacordo com o código interno são investigadas e podem resultar em punições. O banco também ressaltou que, nesse tipo de financiamento, cabe ao cliente administrar o planejamento financeiro da obra e contratar a construtora responsável.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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