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sábado, outubro 10, 2026

Centrais sindicais da Espanha anunciam greve geral de 24 horas por crise da habitação

Greve marcada para 11 de novembro

As duas principais centrais sindicais espanholas, Unión General de Trabajadores (UGT) e Comisiones Obreras (CCOO), convocaram uma paralisação nacional de 24 horas para o dia 11 de novembro em protesto contra a crise da habitação. A mobilização foi anunciada em 5 de outubro e ocorre poucos dias antes do início oficial da campanha para as eleições legislativas antecipadas, agendadas para 29 de novembro por decisão do presidente Pedro Sánchez.

A convocação veio dois dias depois de o Parlamento espanhol rejeitar decretos que incluíam medidas relacionadas à moradia. O anúncio também sucede uma série de protestos diários contra despejos, que vinham reunindo milhares de pessoas desde 23 de setembro, segundo as associações que defendem o direito à habitação.

O secretário-geral da UGT, Pepe Álvarez, informou que a data foi acordada com a CCOO e que a greve atende a um pedido das associações organizadas na Confederação de Sindicatos de Inquilinas. Para Álvarez, a paralisação responde ao chamado desses coletivos e reivindica condições salariais que garantam acesso a uma moradia digna. Será a primeira greve geral na Espanha em 14 anos; a última havia sido convocada por UGT e CCOO em 2012.

Entidades empresariais reagiram com críticas à convocação e questionaram a legalidade da greve, argumentando que a pauta central não seria uma questão estritamente trabalhista. Para representantes do setor privado, o momento escolhido para a paralisação — logo após o anúncio das eleições — também é questionável.

O presidente da Confederação Espanhola de Organizações Empresariais (CEOE), Antonio Garamendi, afirmou que a iniciativa apresenta um “claro componente político e eleitoral” e sugeriu que a mobilização mira mais a oposição ao governo do que o próprio Executivo de Pedro Sánchez.

Os principais partidos de oposição, o Partido Popular (PP) e o Vox, também se posicionaram contra a greve, criticando o momento da convocação. O porta-voz do PP, Borja Sémper, declarou que a decisão tem caráter político e disse que os sindicatos só formalizaram o acordo após oito anos de governos liderados por Sánchez, período marcado, segundo ele, pelo aumento dos preços de imóveis e aluguéis.

Questionado sobre a paralisação, o primeiro‑ministro e líder do PSOE, Pedro Sánchez, afirmou que a greve afeta muitos trabalhadores e suas famílias e que o Governo não tem alternativa senão respeitar esse direito constitucional.

As centrais confirmaram a intenção de manter a mobilização no dia 11, que se soma às iniciativas das associações de inquilinos que vinham organizando protestos desde o fim de setembro.

Com informações de Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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