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sábado, outubro 31, 2026

Chuvas retardam colheita de café no Sul de Minas e geram preocupação com qualidade dos grãos

A colheita do café no Sul de Minas Gerais segue em ritmo lento e produtores manifestam apreensão sobre a qualidade dos grãos. O principal motivo é o volume de chuvas das últimas semanas, que afetou o andamento dos trabalhos e reduziu a área colhida para cerca de 10% do total previsto, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

O Cepea aponta que a expectativa de aceleração das colheitas na segunda quinzena de maio não se confirmou em várias regiões do país, e que a previsão é de que a colheita ganhe mais intensidade entre esta semana e o início de junho. Produtores temem que as precipitações provoquem queda de frutos e prejudiquem a qualidade final do café.

Impacto das chuvas

Em Varginha, importante polo produtor no Sul de Minas, foram registrados 16,5 milímetros de chuva na última semana. As projeções meteorológicas indicam a possibilidade de novas pancadas, o que pode dificultar o progresso da colheita nas próximas semanas.

Apesar disso, as estimativas de volume para Minas Gerais até a primeira semana de junho devem permanecer próximas à média histórica, que costuma registrar condições mais secas. Esse cenário oferece algum alívio em termos de quantidade, mas a incerteza sobre a qualidade dos grãos permanece.

Produção e panorama da safra

O Sul de Minas concentra a maior parte da produção de café arábica do país, com papel relevante no mercado interno e externo. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta que Minas Gerais deverá produzir 32,8 milhões de sacas na safra de 2026, o que representa um aumento de cerca de 30% em relação à temporada anterior.

Embora a colheita esteja mais lenta no Sul de Minas, outras áreas do estado mostram ritmos distintos: nas Matas de Minas, a colheita já avançou entre 10% e 15% da área cultivada, enquanto no Cerrado Mineiro o progresso é estimado em cerca de 5%.

Comparativo com cafés canéfora

Por outro lado, a colheita do café canéfora (robusta/conilon) avança com maior rapidez em algumas regiões. No Espírito Santo, a colheita atingiu entre 15% e 25% da área, ao passo que em Rondônia o trabalho já superou 60% das áreas cultivadas.

Mercado e produtores acompanham de perto as condições climáticas, pois um avanço da colheita em condições mais secas é considerado importante para preservar a qualidade do produto. Atrasos prolongados podem comprometer não só a qualidade dos grãos, mas também a logística e o ritmo das exportações ao longo do segundo semestre.

Com informações de Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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