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segunda-feira, setembro 21, 2026

Colúmbia Britânica processa OpenAI nos EUA por não avisar sobre ameaças antes de ataque em escola

A província da Colúmbia Britânica entrou com uma ação judicial na Califórnia nesta segunda-feira (21) contra a empresa OpenAI, responsabilizando a companhia por não ter comunicado às autoridades ameaças feitas em sua plataforma antes do ataque que ocorreu em 10 de fevereiro de 2026.

O processo relaciona-se ao caso de uma jovem transgênero de 18 anos que matou oito pessoas em sua residência e na Tumbler Ridge Secondary School, na cidade de Tumbler Ridge. Em nota sobre a ação, a procuradora-geral da província, Niki Sharma, afirmou que o objetivo é obter respostas e responsabilizar a empresa por uma suposta falha em alertar a polícia sobre conteúdo ameaçador identificado na plataforma.

Sharma ressaltou a gravidade da perda sofrida pela comunidade local e disse que as pessoas afetadas merecem explicações. Segundo a procuradora-geral, o processo também coloca em debate a responsabilidade das empresas de tecnologia quando tomam conhecimento de ameaças consideradas críveis de violência grave e quais medidas devem ser adotadas para proteger a população e garantir a segurança pública.

O governo da Colúmbia Britânica informou que a ação faz parte de um esforço para promover regras nacionais mais rígidas para tecnologias de inteligência artificial e plataformas online. A procuradora-geral afirmou ter enviado cartas aos ministros federais Fraser, Solomon e Miller com propostas para alterar o Código Penal canadense e criar mecanismos de responsabilização humana por atos de sistemas de IA.

Sharma acrescentou que a OpenAI ainda pode tomar providências para responder às preocupações de sobreviventes, famílias e da comunidade de Tumbler Ridge, citando medidas como o reforço de mecanismos de segurança, maior transparência e ações destinadas a evitar novos episódios semelhantes.

A OpenAI já havia pedido desculpas anteriormente por não ter informado as autoridades sobre a conta ligada à jovem antes do ataque. A procuradora-geral reconheceu que a ação judicial não reverte a perda humana, mas afirmou que buscar responsabilização, respostas e proteções mais fortes são passos importantes para tentar prevenir tragédias futuras.

O governo provincial disse também que a iniciativa segue uma estratégia já utilizada em litígios contra grandes empresas, mencionando processos anteriores movidos contra fabricantes de tabaco, fabricantes de opioides e produtores de dispositivos de vaporização, em que a província perseguia a responsabilização por danos a pessoas e comunidades.

O processo foi protocolado na Califórnia e tem como foco central a exigência de que empresas tecnológicas adotem práticas que possibilitem a comunicação de ameaças críveis às autoridades competentes, além de inspirar mudanças legislativas e regulatórias no Canadá.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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