Por que o dólar perdeu força e o real se valorizou
A política externa considerada imprevisível do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vem alterando o comportamento dos investidores e ajudou a enfraquecer o dólar nos últimos meses, enquanto moedas como o real ganharam valor.
Na prática, o movimento ficou evidente nesta quinta-feira (9), quando o dólar comercial foi cotado a R$ 5,06 — o menor patamar em dois anos. A tensão sobre os rumos econômicos e políticos americanos levou parte dos investidores a procurar alternativas fora dos Estados Unidos.
Uma parcela desses recursos migrou para mercados emergentes, entre eles o Brasil. Quando há entrada maior de dólares no país, seja proveniente de exportações ou de investimentos estrangeiros, cresce a demanda por converter essa moeda americana em reais. Com mais dólares disponíveis no mercado local, a oferta da moeda americana se amplia e, como consequência, seu preço tende a cair frente ao real.
Esse fluxo de capitais internacionais, portanto, explica boa parte da valorização do real diante do dólar observada recentemente. A alteração nas expectativas sobre a condução da política externa americana funciona como gatilho para a realocação de recursos, afetando diretamente volumes negociados e cotações cambiais.
O processo tem repercussões práticas para a economia doméstica: uma moeda americana mais fraca pode influenciar preços de bens importados, custos de viagens internacionais, além de impactar empresas com receitas ou dívidas em dólar. Por outro lado, a valorização do real tende a atrair ainda mais investimentos estrangeiros, alimentando o ciclo de entrada de dólares.
O g1 Explica produziu material em vídeo para detalhar como esse movimento global resultou no chamado “flop” do dólar e de que forma isso altera o dia a dia do consumidor. A série g1 Explica aborda semanalmente temas de economia e finanças com o objetivo de esclarecer, de modo acessível, as razões por trás das variações do mercado.
Com informações de G1




