O inverno começou oficialmente no último domingo (21), trazendo queda nas temperaturas e maior permanência das pessoas em ambientes fechados. Especialistas afirmam que adequar a casa à estação vai além do conforto térmico: medidas simples de ventilação, aproveitamento da luz solar e reorganização dos espaços podem reduzir riscos respiratórios e preservar a saúde mental durante os meses frios.
Efeito ninho e a resposta ao frio
O chamado “efeito ninho” (nesting) descreve a tendência de transformar a residência em um espaço acolhedor e funcional para enfrentar o inverno. A professora Vanessa Vergani, do curso de Arquitetura e Urbanismo da UniCesumar, explica que a prática surge da reação instintiva das pessoas às baixas temperaturas, buscando locais que transmitam segurança e favoreçam o relaxamento e a recuperação física por meio da organização espacial e do uso de materiais adequados.
Ventilação e qualidade do ar
Apesar da inclinação a manter portas e janelas fechadas para conservar calor, especialistas alertam que esta conduta pode prejudicar a qualidade do ar interno, favorecendo o acúmulo de ácaros, fungos e outros agentes associados a alergias e doenças respiratórias. Vanessa Vergani recomenda manter a ventilação cruzada sempre que possível e abrir as janelas nos horários mais quentes do dia para renovar o ar e reduzir a concentração de poluentes e alérgenos.
Luz solar, iluminação e cores
Aproveitar a incidência solar durante o dia é outra orientação: manter cortinas abertas nos cômodos que recebem sol ajuda a aquecer naturalmente os ambientes, enquanto fechá-las à noite auxilia na conservação do calor acumulado. Mudanças na iluminação e na decoração também alteram a sensação de aconchego; lâmpadas com tonalidade amarelada, iluminação indireta e paleta de cores como terracota, caramelo e bege tornam os espaços mais acolhedores sem necessidade de aumentar a temperatura.
Espaços de descanso e organização
Reservar pequenos locais para descanso — por exemplo, uma poltrona junto à janela ou um canto de leitura — cria micro-refúgios que favorecem a desaceleração emocional durante períodos de maior tempo em casa. Quanto à manutenção, tapetes, mantas e almofadas elevam a sensação térmica, mas podem acumular poeira e ácaros; para pessoas com rinite, asma ou outras alergias respiratórias, a recomendação é optar por tecidos laváveis e adotar rotinas frequentes de higienização.
Para a especialista, preparar a casa para o inverno integra conforto, funcionalidade e promoção da saúde: ambientes com bom conforto térmico, iluminação adequada e espaços de recolhimento contribuem para a qualidade de vida dos moradores.
Com informações de Paranaibamais




