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terça-feira, novembro 3, 2026

Conflito no Oriente Médio pode elevar custos do agronegócio e pressionar inflação dos alimentos

Um estudo do Rabobank alerta que a continuidade das tensões no Oriente Médio, especialmente se houver fechamento do Estreito de Ormuz, pode aumentar os custos de produção no agronegócio brasileiro e pressionar a inflação dos alimentos em 2026 e 2027.

A análise vinculada ao banco destaca que o choque nos mercados energéticos, com alta nos preços do petróleo e do gás natural, tem impacto direto na cadeia produtiva agrícola. Entre os pontos citados estão o encarecimento de combustíveis usados nas operações rurais e o aumento nos custos de fertilizantes, insumo que depende fortemente de gás natural e derivados do petróleo.

Petróleo mais caro eleva custos da produção rural

O relatório do Rabobank aponta que o aumento do valor do diesel deve refletir nos custos desde o plantio até a logística de entrega dos produtos ao consumidor final. O setor de transporte e a operação de máquinas agrícolas são citados como diretamente afetados pelo aumento dos preços dos combustíveis.

Além do combustível, a produção de fertilizantes foi destacada como vulnerável ao avanço dos preços energéticos. A elevação nos custos de insumos pode pressionar os produtores a repassar parte dos gastos para os preços finais dos alimentos, afetando diferentes culturas agrícolas.

Como referência da magnitude desse choque, o relatório indica que o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) tem projeção de alta de 41,6% até o final de 2026, em consequência da escalada dos preços após o agravamento do conflito no Oriente Médio.

Pressão sobre a inflação dos alimentos

O estudo ressalta que os alimentos in natura, como frutas e hortaliças, são os mais sensíveis ao aumento dos custos de transporte e insumos, com expectativa de inflação desse grupo de 9,6% ao final de 2026 e possibilidade de ultrapassar 10% em 2027, devido à rapidez com que esses preços reagem às pressões de custo.

Produtos semielaborados e industrializados tendem a repassar os custos de forma mais gradual, mas, segundo o relatório, a pressão sobre toda a cadeia alimentícia é considerada inevitável. A inflação da alimentação no domicílio, que deve desacelerar no início de 2026, volta a acelerar ao longo do ano e fechará em torno de 6,1%.

O Rabobank recomenda monitoramento atento dos mercados internacionais, dada a posição estratégica do Oriente Médio no fornecimento global de petróleo e fertilizantes e o risco de interrupções que afetam a competitividade do setor agropecuário brasileiro.

Com informações de Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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