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sábado, outubro 10, 2026

Cresce número de trabalhadores nos EUA que recorrem a bicos e trabalhos paralelos para complementar renda

Pesquisa mostra aumento de trabalhos paralelos entre americanos

Uma sondagem da Goldman Sachs Asset Management, feita com 5.106 trabalhadores e aposentados nos Estados Unidos, revela que mais de 60% dos entrevistados já recorreram a bicos, freelances ou outras atividades para obter renda adicional. O levantamento indica que a prática deixou de ser apenas um extra e, em muitos casos, passou a ser uma necessidade para equilibrar despesas.

Quem e quanto: entre os jovens, o movimento é mais pronunciado: 80% dos integrantes da Geração Z (nascidos entre 1997 e 2012) e 77% dos millennials (1981–1996) disseram já ter tido uma segunda fonte de renda. O estudo também aponta que, entre os que buscam renda extra por motivos financeiros, 76% são da Geração Z, 73% são millennials e 72% pertencem à Geração X.

Razões financeiras e impacto no orçamento

Segundo o levantamento, despesas essenciais passaram a comprometer uma parcela maior da renda familiar, o que explica parte da migração para trabalhos paralelos. Para 31% dos entrevistados, os custos com moradia e despesas diárias são os maiores obstáculos para poupar para a aposentadoria; 27% citam o pagamento de dívidas.

Embora 65% dos participantes ainda vejam o emprego principal como caminho para estabilidade financeira, 27% afirmam que a renda cobre apenas os gastos correntes e 8% dizem que nem mesmo com um emprego regular conseguem ter segurança financeira.

Aumento do peso de custos essenciais ao longo do tempo

O estudo compara o peso de gastos tradicionais da vida adulta entre 2000 e 2026: o custo médio da casa própria passou de cerca de 33% para 54% da renda familiar; o aluguel subiu de 21% para 26%; creche, de 12% para 19%. Nos gastos com educação, a despesa média com universidades públicas cresceu de 25% para 38%, enquanto o ensino superior privado aumentou de 65% para 89% da renda.

Consequências para trabalho e carreira

A renda extra nem sempre resolve sem custos: 53% dos entrevistados dizem que preocupações financeiras prejudicam a concentração no trabalho e 31% admitiram ter faltado ao trabalho no último ano por causa de problemas financeiros. Além disso, 34% afirmam que provavelmente buscarão um novo emprego para melhorar sua situação — percentual que sobe para 48% entre a Geração Z e 47% entre os millennials.

O documento descreve ainda uma curva em “U” na percepção de segurança financeira: maiores preocupações aparecem entre quem ganha menos de US$ 100 mil por ano, diminuem nas faixas intermediárias e voltam a surgir entre aqueles com renda acima de US$ 300 mil por ano, que relatam inquietação sobre manter o padrão de vida e garantir autonomia na aposentadoria.

Atraso de metas e queda nas contribuições para aposentadoria

Como consequência da pressão orçamentária, cerca de 70% dos entrevistados adiaram pelo menos uma meta financeira importante; esse número chega a 83% na Geração Z e 78% entre millennials. As metas mais postergadas incluem montar reserva de emergência, comprar casa, pagar dívidas e poupar para a aposentadoria.

O levantamento registra ainda uma redução nas contribuições para aposentadoria: a parcela de trabalhadores que aumentaram seus aportes caiu de 55% em 2025 para 39% em 2026. Paralelamente, diminuiu a proporção daqueles que se consideram no caminho certo para atingir objetivos financeiros — de 75% para 66% entre a Geração Z; de 74% para 61% entre millennials; e de 58% para 49% na Geração X.

O relatório indica que, embora os objetivos financeiros sigam similares aos das gerações anteriores, o custo para atingi-los se tornou maior e mais demorado.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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