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sexta-feira, novembro 6, 2026

Crítica: Minha Melhor Amiga valoriza protagonistas, mas deixa lacunas na narrativa

Minha Melhor Amiga, disponibilizado recentemente na Netflix, aposta na química entre Ingrid Guimarães e Mônica Martelli, mas, na avaliação publicada, a força da dupla não sustenta totalmente o longa. As atrizes interagem bem, segundo o texto, porém isso não compensa um enredo que se mostra fragmentado e excessivamente apoiado em diálogos de autoajuda.

A narrativa acompanha as duas amigas em deslocamentos à Europa para visitar as filhas, momento em que descobrem que a vida das jovens não corresponde às expectativas. A partir daí, o filme — cujo roteiro final é assinado por quatro pessoas — se organiza em uma série de episódios curtos nos quais as protagonistas frequentemente terminam rindo ou flertando, entrecortados por revelações sobre as filhas. O crítico aponta que, embora as situações não sejam necessariamente ruins isoladamente, o conjunto dificulta a percepção de um arco dramático claro.

Segundo a crítica, o desfecho apresenta as personagens “mudadas”, mas essa transformação surge sem um desenvolvimento visível: a sensação é de que o roteiro simplesmente declara as alterações. Várias cenas servem apenas como justificativa para colocar as protagonistas em situações diferentes, exigindo suspensão de descrença para aceitar desde uma mudança de país até a corrida para um show da cantora Ludmilla que, no filme, não chega a ocorrer.

A montagem também é alvo de observação: cortes considerados desnecessários interrompem a ação e comprometem a fluidez. Há, ainda, uma sequência longa e repetitiva embalada por “Tempo Perdido”, da Legião Urbana, que cansa, na visão do crítico. A crítica nota uma aparente profusão de música em contraposição a poucas cenas efetivamente aproveitadas, além da repetição de planos.

Do ponto de vista técnico, o longa foi rodado em locações no Brasil, em Portugal e na Espanha, e conta com fotografia luminosa e atraente, aspecto que facilita a experiência de assistir. Ainda assim, o texto conclui que, apesar do aparente prazer das atrizes e da equipe ao realizar o filme, a projeção na tela acaba sendo entediante para o espectador.

Uma legenda que acompanha o material o descreve como o maior sucesso do cinema nacional em 2026.

Vinícius Lemos é jornalista e repórter da TV Paranaíba

*Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Paranaíba Mais

Com informações de Paranaibamais

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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