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domingo, outubro 25, 2026

Descubra ‘metamáquinas’: robôs ‘diferentões’ criados com ia continuam funcionando mesmo após danos

Pesquisadores da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, desenvolveram robôs modulares projetados com auxílio de inteligência artificial capazes de manter a locomoção mesmo depois de perder partes do corpo ou sofrer danos. O trabalho, divulgado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, descreve máquinas formadas por blocos independentes que funcionam isoladamente ou em conjunto e demonstraram resiliência em testes práticos.

As chamadas “metamáquinas” são constituídas por módulos autônomos — cada um equipado com motor, bateria e computador próprios — que podem ser combinados em diferentes configurações. Quando conectados, esses módulos permitem que as unidades corram, saltem, se levantem após quedas e continuem operando mesmo após avarias em um ou mais componentes.

O desenvolvimento das formas corporais mais eficientes foi orientado por um algoritmo evolutivo baseado em inteligência artificial. Em simulações, o sistema gera variados “planos corporais” e seleciona os modelos com melhor desempenho para reavaliação e aperfeiçoamento, em um processo inspirado na seleção natural. Segundo a equipe, o método produziu designs atípicos, distintos das representações tradicionais inspiradas em humanos ou animais, mas com alta eficiência para locomoção.

O professor assistente Sam Kriegman, da Northwestern, informou à agência Reuters que a ideia é construir robôs a partir de outros robôs, de modo que, se uma parte for perdida, o restante continue funcionando. Os pesquisadores destacaram o grande número de combinações possíveis: com dois módulos, há quase 500 projetos distintos; com cinco módulos, o total sobe para centenas de bilhões de configurações.

Em ensaios realizados em ambientes externos, versões com três, quatro e cinco “pernas” atravessaram terrenos variados, incluindo cascalho, grama, areia, lama, folhas e superfícies irregulares. Os autores do estudo afirmam que a tecnologia pode viabilizar robôs que se adaptem a condições imprevisíveis e que possam ser reconstruídos em campo conforme necessário, o que seria útil em aplicações como exploração, busca e resgate e operações em ambientes hostis.

Além da resistência a danos, a equipe procurou unir adaptabilidade e performance física, partindo da premissa de que a mobilidade é elemento-chave para o desenvolvimento de agentes inteligentes. Como exemplo da robustez do conceito, os cientistas observaram que dividir uma dessas máquinas ao meio pode resultar em duas unidades ainda funcionais, ao contrário de tecnologias tradicionais cuja fragmentação normalmente gera sucata.

Os resultados, segundo os pesquisadores, apontam para uma nova geração de robôs mais versáteis e capazes de se recompor e operar em condições adversas, ampliando possibilidades para missões em ambientes imprevisíveis.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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