A nova configuração das diretorias do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) colocou magistrados com formação ou vínculo direto ao Triângulo Mineiro em posições de destaque. As mudanças trazem representantes de Uberlândia, Uberaba e Monte Carmelo para funções de comando e influência nas cortes estadual e eleitoral.
Quem e o que mudou no TJMG
No TJMG, o desembargador Raimundo Messias Júnior, natural de Uberlândia e formado pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), foi eleito corregedor-geral de Justiça para o biênio 2026–2028. A escolha foi confirmada em sessão do Tribunal Pleno realizada em 27 de abril, e a posse dos novos dirigentes está prevista para 1º de julho de 2026, conforme divulgação da Amagis.
Além da Corregedoria-Geral, outros cargos de relevância no TJMG passaram a contar com nomes ligados à região. O desembargador José Luiz de Moura Faleiros, com histórico de atuação em Uberlândia como juiz criminal e professor, foi eleito para integrar o Órgão Especial do tribunal. A desembargadora Régia Ferreira de Lima, egressa da Faculdade de Direito da UFU e com atuação como juíza em Uberaba e em outras cidades do Triângulo Mineiro, foi eleita para compor o Conselho da Magistratura.
Composição do TRE-MG
No âmbito eleitoral, o desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga foi eleito presidente do TRE-MG em 13 de abril, segundo comunicado do próprio tribunal. Carlos Henrique é graduado pela Faculdade de Direito da UFU e tem ligação familiar com Uberlândia — é filho do juiz Paulo Batista Braga.
A vice-presidência do TRE-MG ficará com o desembargador Sálvio Chaves, nascido em Monte Carmelo e que viveu parte de sua trajetória em Uberlândia; ele é filho do desembargador aposentado Fábio Chaves, que atuou como juiz na cidade na década de 1970. Pela atual composição do tribunal, a vice-presidência também acumula a função de Corregedoria Regional Eleitoral.
Outra presença com vínculo regional na Corte Eleitoral é o desembargador federal Lincoln Rodrigues de Faria, formado pela Faculdade de Direito da UFU, ex-professor da instituição e que atuou por muitos anos como juiz federal em Uberlândia. Ele integra a composição do TRE-MG na condição de desembargador federal.
Contexto institucional
A nova formação das mesas diretivas do TJMG e do TRE-MG passou a colocar representantes do Triângulo Mineiro em cargos de comando ou de relevante influência administrativa, correcional e eleitoral. O texto que anunciou as mudanças destacou motivos institucionais e simbólicos para a relevância da presença desses magistrados: institucionalmente, pela representação qualificada em posições decisórias; simbolicamente, pelo protagonismo de nomes vinculados ao interior em cortes que deliberam sobre temas sensíveis para todo o estado.
Em ano de eleição estadual de grande impacto político, a composição do TRE-MG também será observada em razão do papel da Justiça Eleitoral no controle do processo, na análise de registros, na fiscalização da propaganda e na condução administrativa do pleito.
Com informações de Regionalzao




