TRANSMISSÃO: Record
A taxa de desemprego no Brasil alcançou 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do aumento em relação aos 5,2% do trimestre anterior, esse é o menor patamar para períodos com término em fevereiro desde o começo da série histórica, em 2012.
No mesmo período, o rendimento médio mensal dos trabalhadores atingiu R$ 3.679, o maior valor registrado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). O número representa alta de 2% frente ao trimestre anterior e crescimento de 5,2% na comparação com o mesmo trimestre de 2025, já descontada a inflação.
O levantamento aponta que havia 102,1 milhões de pessoas ocupadas e 6,2 milhões de desocupados no período analisado. No trimestre anterior, o total de desocupados era de 5,6 milhões. O número de pessoas ocupadas recuou em cerca de 874 mil entre um trimestre e outro.
Fatores sazonais e setores afetados
O IBGE relaciona a elevação da taxa de desemprego a efeitos sazonais, com redução de vagas temporárias nos setores de educação, saúde e construção. Contratos temporários e vínculos públicos que costumam terminar no início do ano contribuíram para a diminuição do nível de ocupação.
Renda e formalização
Apesar do aumento do desemprego, o rendimento médio seguiu em trajetória ascendente. O instituto atribui a recuperação à maior demanda por trabalhadores e ao avanço da formalização, especialmente nos segmentos de comércio e serviços.
Entre os destaques da pesquisa estão: 39,2 milhões de empregados com carteira assinada no setor privado, número estável frente ao trimestre anterior; 26,1 milhões de trabalhadores por conta própria, com alta de 3,2% em 12 meses; e taxa de informalidade de 37,5% da população ocupada, correspondente a 38,3 milhões de trabalhadores.
Metodologia
A Pnad Contínua considera pessoas a partir de 14 anos e contabiliza todas as formas de trabalho, inclusive temporários e autônomos. Para ser classificada como desocupada, a pessoa precisa ter procurado emprego nos 30 dias que antecederam a pesquisa. O levantamento é realizado em cerca de 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
Na série histórica da pesquisa, a maior taxa de desemprego foi observada durante a pandemia de covid-19, atingindo 14,9% em 2020 e 2021. O menor nível registrado foi de 5,1% no último trimestre de 2025.
Com informações de Paranaibamais




