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quinta-feira, setembro 17, 2026

Dia do Meio Ambiente: cinco lançamentos infantojuvenis abordam a crise climática

A literatura infantojuvenil brasileira tem colocado a crise climática como eixo central de novas obras que misturam ficção, fantasia e educação ambiental. Na esteira do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado na sexta-feira (5), autores e editoras nacionais lançaram títulos que tratam de temas como enchentes, reflorestamento urbano, agroecologia, ancestralidade e ecoansiedade, com a proposta de aproximar crianças e adolescentes de debates ambientais por meio de narrativas sensíveis.

Livros selecionados

A seguir, cinco lançamentos recentes da literatura nacional que colocam a natureza e a consciência socioambiental no centro das histórias:

Fábulas Fabulosas (Titila Tornaghi) reúne contos, poesias e atividades voltadas ao consumo consciente, reciclagem, alimentação e ao uso excessivo de telas. Entre os textos, destacam-se “O Ladrão do Tempo”, que aborda a relação das crianças com celulares, e “O Lixinho Sonhador”, que trata da reciclagem em tom lúdico. A obra também oferece propostas práticas para reduzir o tempo em dispositivos e promover experiências no mundo real.

A Pequena Keruaka (Thaís de Almeida Prado) acompanha uma jovem Icamiaba em uma viagem pelo Brasil para enfrentar a degradação ambiental nas grandes cidades. A narrativa combina fantasia, diário de viagem e elementos de cultura indígena para tratar de reflorestamento urbano, ancestralidade e a convivência entre modos distintos de habitar territórios.

Bergamota (Taís Fagundes) transforma as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 em material para uma história infantil. A trama foca em uma menina que lida com perdas provocadas pela inundação e encontra apoio na família e na cultura local para reconstruir sua vida, explorando temas de memória, pertencimento e resiliência diante de eventos climáticos extremos.

Cyber PANC e Só Zé: O resgate de um poder pifado e outras caraminholas (Mariana Brecht) se passa em uma São Paulo de 2070 marcada pelos impactos da crise climática. A obra apresenta comunidades infantis que praticam agroecologia e usam tecnologias de baixo impacto ambiental, abordando ecoansiedade, reconstrução urbana e soluções coletivas em tom de aventura.

Era uma vez uma guerra na Caatinga (Fabiana Corrêa) revisita o contexto histórico de Canudos sob um recorte ambiental. Contada pelo olhar de um calango, a história observa a relação entre o povo sertanejo e o bioma Caatinga, articulando educação ambiental e memória histórica na literatura infantojuvenil.

Esses lançamentos respondem a uma demanda crescente de escolas e famílias por conteúdos que tratem de questões contemporâneas sem abrir mão da dimensão narrativa e criativa da literatura, oferecendo às novas gerações formas de engajamento com a crise climática por meio de personagens e trajetórias de descoberta.

Com informações de Paranaibamais

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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