20.6 C
Uberlândia
sábado, outubro 24, 2026

Diretora do FMI alerta que guerra no Oriente Médio volta a testar a economia global

Economia global sob pressão após escalada de conflito no Oriente Médio, diz chefe do FMI

Kristalina Georgieva, diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), afirmou nesta quinta-feira (5), em Bangkok, que a economia mundial está “sendo testada mais uma vez” pela guerra no Oriente Médio. Ela destacou, durante uma conferência sobre a Ásia em 2050, que choques se tornaram mais frequentes e inesperados e que a incerteza passou a ser “a nova normalidade”.

O conflito teve início após bombardeios dos Estados Unidos e de Israel em Teerã, que mataram o líder supremo Ali Khamenei e autoridades iranianas de alto escalão no sábado (28). Desde então, o Irã tem respondido com ataques contra Israel e contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas.

Na quinta-feira (5), o confronto entrou no sexto dia, marcado por novas trocas de fogo entre Irã e Israel. Na quarta (4), o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou ser o autor de um ataque de submarino contra um navio de guerra iraniano na costa do Sri Lanka, ação que resultou em 87 mortos e 32 feridos. O episódio foi descrito como histórico, por se tratar de uma das raras ocasiões em que um submarino afundou um navio desde a Segunda Guerra Mundial.

Hegseth afirmou em coletiva que os EUA estão “vencendo a guerra” e que as forças americanas detinham controle absoluto no quinto dia do conflito. O Pentágono anunciou que pretende realizar novas ondas de bombardeios. Em entrevista, o secretário declarou: “A Força Aérea do Irã não existe mais. A Marinha deles descansa no fundo do Golfo Pérsico. Eles estão acabados e sabem disso”.

Especialistas apontam impactos econômicos imediatos da escalada bélica. A tensão elevou o preço do petróleo e pressionou a cotação do dólar no Brasil. No início da semana, o barril de petróleo ultrapassou US$ 82, patamar mais alto desde janeiro de 2025. Com o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, analistas projetam aumento substancial nos preços nas próximas semanas e meses, o que deve pressionar os valores dos combustíveis no Brasil.

Além disso, a valorização do dólar — que avançou 0,6% na segunda-feira (2), para R$ 5,16, e seguia em alta na terça — tende a elevar os custos de produtos e insumos importados. A combinação de petróleo e dólar mais caros aumenta a expectativa de aumento nos preços de combustíveis e energia, com efeitos sobre transporte, indústria e agronegócio, e pode limitar o ritmo de crescimento da atividade doméstica.

Economistas alertam que essa “mudança de preços relativos” pode afetar não apenas os preços correntes, mas também as projeções de inflação. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central toma decisões olhando para o futuro, já que seus efeitos completos levam de seis a 18 meses para se materializar na economia. O Banco Central busca, por meio da definição da taxa de juros, atingir a meta central de inflação de 3% em doze meses, prazo que vai até setembro de 2027.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
Últimas Notícias
Veja também