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O dólar comercial iniciou a sessão desta sexta-feira (6) em alta, cotado a R$ 5,31, enquanto investidores mantêm postura cautelosa diante da intensificação das tensões no Oriente Médio. As negociações regulares do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
O avanço do câmbio acompanha a escalada do conflito na região: nesta manhã houve novos ataques anunciados pelos Estados Unidos e por Israel contra alvos no Irã e no Líbano. O comando Central dos EUA (Centcom), representado pelo almirante Brad Cooper, afirmou que os norte-americanos entraram em uma nova fase da operação, com um “aumento drástico” do poder de fogo contra o território iraniano, incluindo ataques ao programa de mísseis de Teerã e bombardeios a “infraestrutura do regime”.
Preocupações sobre impactos no fluxo de petróleo pressionam os mercados de commodities. Perto das 9h15, o barril do Brent, referência internacional, subia mais de 4%, cotado a US$ 89,38, enquanto o WTI avançava 5,94%, a US$ 85,78.
No plano doméstico, investidores seguem de olho na prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Vorcaro chegou na quinta-feira à Penitenciária 2 de Potim (SP) e deve cumprir 10 dias de isolamento. A nova etapa da Operação Compliance Zero apontou que ele liderava uma “milícia privada” chamada “A Turma”, usada para intimidar e espionar adversários e para acessar de forma ilícita sistemas sigilosos da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Interpol. A investigação indica também a participação de dois servidores do Banco Central.
Na agenda econômica, destaque para a divulgação dos dados do payroll — relatório oficial de emprego dos Estados Unidos — que pode trazer informações sobre os próximos passos do Federal Reserve na política de juros.
Os resultados da Petrobras, divulgados na véspera, continuam no radar. A estatal reportou lucro de R$ 110,1 bilhões em 2025, o que representa alta de aproximadamente 200% em relação aos R$ 36,6 bilhões de 2024. A empresa atribuiu o desempenho ao aumento da produção de óleo e gás e à melhora da eficiência operacional. Em nota, a presidente Magda Chambriard afirmou: “O ano de 2025 foi extraordinário em termos de produção. O aumento do volume de óleo e gás nos permitiu compensar os efeitos da queda do Brent e alcançar resultados financeiros robustos”.
No exterior, os futuros das bolsas de Wall Street operavam em queda, e os índices europeus também recuavam, caminhando para a pior semana em quase um ano. Por volta das 9h30, o índice pan-europeu STOXX 600 caía 1,10%; na Alemanha, o DAX registrava queda de 0,99%; o CAC-40, da França, recuava 1,12%; e o FTSE 100, do Reino Unido, desvalorizava 0,67%. Na Ásia, bolsas encerraram a semana com desempenhos mistos: Xangai subiu 0,38%, o CSI300 avançou 0,27% e o Hang Seng teve alta de 1,72%. Entre outros mercados da região, o Nikkei subiu 0,6% e o Kospi valorizou 0,02%.
Indicadores de curto prazo mostram que o dólar acumula na semana alta de 2,97% e no mês avanço de 2,97%, com variação acumulada no ano de -3,68%. O Ibovespa registra na semana queda de 4,41%, mesma variação no mês, e acumulado positivo de 12% no ano.
A cobertura dos desdobramentos no Oriente Médio, os resultados corporativos e os dados de emprego nos EUA seguem ditando o ritmo dos mercados ao longo do dia.
Com informações de G1




