24.6 C
Uberlândia
domingo, outubro 25, 2026

Dólar abre em alta com pressão internacional por conflito no Irã

O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (30) pressionado por fatores externos ligados ao conflito no Oriente Médio e por movimentos no cenário doméstico. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, estava previsto para abrir às 10h.

O petróleo voltou a subir no início da semana, alimentando incertezas sobre inflação e trajetória de juros no Brasil. Pouco antes das 9h, o barril do Brent avançava 2,38%, cotado a US$ 115,25, enquanto o WTI subia 2,12%, negociado a US$ 101,75. O movimento reflete ceticismo do mercado em relação a um possível cessar-fogo na guerra envolvendo o Irã, conflito que já dura cerca de um mês.

No plano interno, o governo federal segue negociando com os estados uma proposta de subvenção compartilhada para a importação de diesel. A reunião realizada na sexta-feira terminou sem acordo entre as partes.

No front macroeconômico, o boletim Focus trouxe nova elevação na projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano. A expectativa para a inflação subiu para 4,31%, ante 4,17% na semana anterior — o terceiro aumento consecutivo. Com isso, crescem as apostas de que o Banco Central possa reduzir a taxa de juros em ritmo menor nos próximos meses.

Indicadores de mercado divulgados no início do dia apontavam os acumulados do dólar em: semana -1,26%; mês +2,09%; ano -4,51%. Para o Ibovespa, os acumulados eram: semana +3,03%; mês -3,83%; ano +12,68%.

Em cena internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiou em 10 dias o ultimato que havia dado ao Irã para atacar instalações de energia, citando avanços nas negociações. O prazo foi postergado até 6 de abril de 2026, às 21h (horário de Brasília). Apesar do recuo no cronograma, Teerã voltou a ser alvo de bombardeios por parte de Israel. Trump afirmou que o Irã já autorizou a passagem de 10 navios pelo estreito.

No encontro do G7, a ministra do Interior do Reino Unido, Yvette Cooper, acusou o Irã de “tomar a economia mundial como refém” ao restringir a passagem de petroleiros. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, participou da reunião e deve ser cobrado por representantes de Alemanha, Reino Unido, Canadá, França, Itália e Japão para explicar a estratégia americana para o conflito.

Dados do IBGE mostraram que a taxa de desemprego no Brasil subiu para 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, influenciada pelo fim das vagas temporárias de fim de ano. O número ficou acima dos 5,4% do trimestre até janeiro e dos 5,2% do período encerrado em novembro. Ao todo, 6,2 milhões de pessoas procuraram trabalho sem conseguir uma vaga — 600 mil a mais em relação ao trimestre anterior. A leitura ficou levemente acima da projeção do mercado, de 5,7%, mas permanece como a menor taxa para um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica do IBGE, em 2012.

Na sexta-feira, mercados globais operaram em queda diante da continuidade do conflito no Oriente Médio, com investidores preocupados com possíveis interrupções prolongadas na produção e no transporte de petróleo e gás no Golfo Pérsico. Nos Estados Unidos, as bolsas de Wall Street caminham para encerrar a quinta semana seguida de perdas, a sequência negativa mais longa em quase quatro anos. Na Europa, o índice STOXX 600 caiu 0,9% no dia, a 575,37 pontos, mas acumulou alta de 0,4% na semana. Na Ásia, o fechamento foi misto: Xangai subiu 0,63%, o CSI300 avançou 0,56% e o Hang Seng teve alta de 0,38%; já o Nikkei recuou 0,43%, para 53.373 pontos; o Kospi caiu 0,40%, a 5.438 pontos; e o TAIEX terminou em baixa de 0,68%, aos 33.112 pontos.

O cenário de alta do petróleo e as incertezas políticas e econômicas no exterior influenciam as expectativas sobre inflação e decisões de política monetária no Brasil, com impacto direto nas cotações do dólar e nas ações negociadas na B3.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
Últimas Notícias
Veja também