HORÁRIO: 9h20 (Brasília UTC-3)
O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira em alta e, às 9h20 (Brasília UTC-3), era negociado a R$ 5,0162, alta de 0,14% em relação ao fechamento anterior. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, estavam previstas para começar às 10h.
Retaliação comercial dos EUA
Na noite de terça-feira (2), os Estados Unidos anunciaram nova proposta de sobretaxa sobre produtos brasileiros, com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana. O governo dos EUA propôs a aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos do Brasil e de outras economias consideradas sem mecanismos eficazes de controle para impedir a importação de bens produzidos com trabalho forçado.
O anúncio ocorre um dia após a administração americana ter decidido impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Ainda não foi esclarecido se as duas cobranças serão cumulativas — o que poderia somar 37,5% de sobretaxa aos produtos do Brasil. Segundo o relatório americano, Brasil e outros 53 países falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias fabricadas com trabalho forçado, criando concorrência desigual para empresas e trabalhadores dos EUA.
O governo dos EUA definiu dois patamares de sobretaxação: 10% adicional para países com proibições parciais ou compromissos formais, entre eles União Europeia, México, Canadá, Indonésia, Paquistão e Equador; e 12,5% para as demais economias investigadas, incluindo Brasil, China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, Argentina e Arábia Saudita.
Impasse no Oriente Médio e impacto nos mercados
Para o mercado financeiro, as incertezas sobre o conflito no Oriente Médio também pressionavam os ativos. Nas últimas dias houve nova escalada entre EUA, Irã e Israel, com troca de ataques e suspensão de negociações por parte do governo iraniano após bombardeios israelenses no Líbano.
Na terça-feira, o presidente Donald Trump negou que as negociações com o Irã estivessem interrompidas — contradição em relação a relatos de autoridades em Teerã — e, nesta quarta, afirmou que o Irã “concordou em não ter armas nucleares” e disse que gostaria de conhecer o líder supremo, o aiatolá Motjaba Khamenei. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que os EUA poderiam conceder alívio de sanções ao Irã caso o país aceitasse renunciar às atividades nucleares.
Com a persistência das dúvidas sobre o rumo das conversas, o petróleo seguia em alta: perto das 9h, o barril do Brent subia 2,10%, a US$ 98,02, e o WTI avançava 2,15%, a US$ 95,78.
Indicadores e desempenho dos mercados
Os acumulados do dólar eram: semana -0,67%; mês -0,67%; ano -8,74%. Para o Ibovespa, os acumulados mostravam: semana +0,24%; mês +0,24%; ano +8,11%.
No exterior, os índices futuros de Wall Street operavam sem direção única: o futuro do Dow Jones caía 0,35%, o do S&P 500 recuava 0,11% e o do Nasdaq subia 0,14%. Na Europa, por volta das 9h20 o alemão DAX recuava 0,85%, o britânico FTSE 100 caía 0,28% e o francês CAC-40 tinha perda de 0,25%. Na Ásia, Shanghai Composite subiu 0,2%, o CSI 300 subiu 0,5%, o Hang Seng caiu 1,6% e o Nikkei avançou 2,5%.
O dia seguiu com atenção dos investidores voltada tanto para a definição sobre as tarifas anunciadas pelos EUA quanto para os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, que influenciavam preços de commodities e ativos globais.
Com informações de G1




