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terça-feira, setembro 22, 2026

Dólar abre em sessão de terça-feira com atenção à ata do Copom e queda do petróleo

O dólar abriu a sessão desta terça-feira com o mercado monitorando a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na semana passada. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.

A ata do Copom deve reconhecer a desaceleração da atividade econômica e a continuidade da melhora da inflação no Brasil, ao mesmo tempo em que aponta para riscos fiscais e incertezas no cenário internacional. No boletim Focus divulgado na segunda-feira, a mediana das projeções apontou que a taxa Selic deve encerrar 2026 em 13,5% ao ano.

Outro foco dos investidores nesta terça é a queda nos preços do petróleo, fator que pode pressionar as ações do setor de energia. Perto das 8h55, o barril do Brent — referência internacional — registrava recuo de 1,95%, cotado a US$ 98,38. O West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, caía 2,59%, a US$ 93,30 o barril.

No plano internacional, os mercados aguardam a cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, marcada para quinta-feira. Espera-se que os líderes discutam a prorrogação da trégua comercial firmada no ano passado, além de pontos relacionados à inteligência artificial e outras questões tecnológicas e geopolíticas, incluindo Taiwan.

As tensões no Oriente Médio seguem influenciando as cotações do petróleo. No domingo (20), o presidente dos EUA, Donald Trump, disse à emissora Fox News que estava decidindo se “explodiria o Irã inteiro ou não”, comentário feito em meio a receios sobre a possibilidade de nova ofensiva militar americana contra o Irã. Apesar disso, sinais da Arábia Saudita de que disponibilizaria cargas adicionais por rotas alternativas e esforços para restaurar parte da capacidade de seu oleoduto Leste-Oeste ajudaram a aliviar preocupações sobre a oferta global.

No fim de semana, a China atendeu a um pedido da Arábia Saudita e solicitou ao Irã que limitasse os ataques dos rebeldes houthis contra infraestrutura petrolífera saudita, medida que também contribuiu para a queda dos preços da commodity nas últimas sessões. A Arábia Saudita reportou estar trabalhando para restabelecer cerca de metade da capacidade do oleoduto afetado por ataques de drones.

No front doméstico, os indicadores de desempenho acumulado mostram o dólar com variação negativa de 0,70% na semana, -1,38% no mês e -6,93% no ano. O Ibovespa acumula alta de 0,74% na semana, 5,17% no mês e 15,81% no ano.

Em destaque nas praças asiáticas, a maior parte dos mercados fechou em alta na segunda-feira, influenciada pela expectativa de avanços na reunião entre EUA e China: o SSEC, de Xangai, subiu 1,0%; o CSI300 avançou 0,7%; o Hang Seng, de Hong Kong, ganhou 1,2%; o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 1,65%; já o Nikkei, do Japão, permaneceu fechado.

O acompanhamento da ata do Copom, a evolução dos preços do petróleo e o desenrolar da agenda diplomática entre grandes economias seguem como fatores centrais para a direção dos mercados ao longo do dia.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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