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segunda-feira, outubro 12, 2026

Dólar cai na abertura enquanto mercado monitora dados dos EUA e escalada no Oriente Médio

TRANSMISSÃO: Record

O dólar iniciou a sessão de quarta-feira (4) em queda, recuando 0,24% na abertura e sendo cotado a R$ 5,2514. O Ibovespa tem sua abertura marcada para as 10h.

Entre os fatores domésticos e internacionais que influenciam o mercado, a atenção se volta aos indicadores americanos: o relatório ADP de fevereiro, que estima a criação de vagas no setor privado em cerca de 50 mil postos, e a publicação do Livro Bege do Federal Reserve, documento que traz a visão do banco central dos EUA sobre inflação, emprego e atividade econômica.

No campo geopolítico, a ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã intensificou a tensão no Oriente Médio. O Irã declarou o fechamento do Estreito de Ormuz, o que fez disparar o preço do petróleo e elevou o risco de um novo choque inflacionário global. No meio da tarde, o barril do tipo Brent subia mais de 5%, negociado acima de US$ 82.

O presidente Donald Trump informou que orientou a Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional (DFC, na sigla em inglês) a oferecer seguro contra riscos políticos e garantias para o comércio marítimo no Golfo. Segundo ele, a Marinha dos EUA pode escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz, se for necessário.

No Brasil, o Banco Central autorizou instituições financeiras a abaterem dos recolhimentos compulsórios os valores antecipados ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para recomposição patrimonial.

Também no país, o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi novamente preso pela Polícia Federal em meio a uma investigação sobre um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras. O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, é alvo de mandado de prisão e ainda não foi localizado.

Na B3, nem mesmo a forte alta do petróleo tem sustentado de forma consistente os papéis do setor. As ações da Petrobras, que haviam subido mais de 4% na véspera, registravam avanços modestos nesta sessão, figurando entre as poucas altas do pregão. “É um momento de grande cautela. O cenário internacional concentra muitos riscos e, sobretudo, falta clareza sobre os próximos passos do conflito. O investidor prefere ambientes mais previsíveis, e hoje o mercado opera sob forte incerteza”, avaliou Felipe Sant’Anna, especialista em investimentos do grupo Axia Investing.

Dados de acumulados mostram o dólar com variação de +0,62% na semana e no mês, e -5,88% no ano. O Ibovespa mantém alta de +0,28% na semana e no mês, e +17,49% no ano.

Economia e cenários externos completam o quadro: o PIB do Brasil cresceu 2,3% em 2025, desacelerando ante 3,4% em 2024, com alta de 0,1% no quarto trimestre. Agropecuária avançou 11,7%; serviços, 1,8%; e indústria, 1,4%. Pelo lado da demanda, consumo das famílias subiu 1,3%; investimentos do governo, 2,9%; exportações, 6,2%; e importações, 4,5%.

Nos mercados internacionais, Wall Street fechou em queda na véspera: S&P 500 -0,94% (6.816,59 pontos), Nasdaq -1,00% (22.521,24 pontos) e Dow Jones -0,82% (48.505,21 pontos). Na Europa, o STOXX 600 caiu 3,08% (604,44 pontos), com FTSE 100 -2,75%, DAX -3,44% e CAC-40 -3,46%. Bolsas da Ásia também recuaram: Xangai -1,43% (4.122 pontos), CSI300 -1,54% (4.655 pontos), Hang Seng -1,12% (25.768 pontos), Nikkei -3,1% (56.279 pontos), Kospi -7,24% (5.791 pontos), Taiex -2,20% (34.323 pontos) e S&P/ASX 200 -1,34% (9.077 pontos). A exceção foi Cingapura, com Straits Times subindo 0,53% (4.916 pontos).

O avanço do conflito no Oriente Médio e a incerteza sobre sua duração seguem como principais vetores de risco para os mercados globais e para a formação dos preços de energia.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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