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quarta-feira, outubro 21, 2026

Entenda por que chutar no Enem 2026 pode reduzir sua nota e por que não deixar questões em branco é pior

A forma de correção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) utilizada em 2026, a Teoria de Resposta ao Item (TRI), pondera mais o padrão das respostas do que o total absoluto de acertos. Isso significa que dois candidatos com o mesmo número de questões corretas podem receber notas diferentes, dependendo de quais itens foram acertados.

O que a TRI considera

Segundo Vanessa Santos, gerente de Projetos Educativos e Avaliação Educacional do Poliedro Educação, o sistema estima o nível de conhecimento do candidato com base no conjunto de respostas. É esperado, por exemplo, que quem resolve com facilidade questões consideradas complexas também acerte a maior parte das questões mais simples. Quando o padrão é o contrário — acertos em itens difíceis e erros em itens fáceis —, há indícios de palpites, o que faz a TRI atribuir menor peso a esses acertos.

Por que não é bom deixar em branco

Embora chutar possa reduzir a pontuação quando o padrão indica palpites, abandonar questões sem responder costuma ser ainda mais desvantajoso. A TRI privilegia a coerência do desempenho; portanto, apresentar respostas, mesmo estimadas, tende a ser melhor do que registrar omissões, já que as lacunas não contribuem para a construção de um perfil de conhecimento do candidato.

Recomendações para a prova

Especialistas indicam uma sequência de resolução que ajuda a preservar um padrão coerente de acertos: na primeira leitura, responder todas as questões consideradas fáceis; na segunda, voltar às perguntas em que o candidato ficou em dúvida entre duas alternativas, classificadas como de dificuldade média; e, por fim, enfrentar as questões longas ou sobre temas menos frequentes no Enem — as mais difíceis. Seguir essa ordem reduz o risco de gastar energia em itens complexos logo no início e passar a errar questões simples posteriormente.

Notas máximas e mínimas

O Inep informa que as pontuações máximas e mínimas nas provas variam conforme o grau de dificuldade dos itens de cada edição. Por exemplo, na prova de Linguagens do Enem 2025 a maior nota foi 794,5 e a menor 309,2 — logo, acertar tudo não garante 1.000, assim como errar todas as questões não resulta em zero. Esses extremos dependem da composição por itens mais fáceis ou mais difíceis.

Em síntese, preparar-se para o exame e adotar uma estratégia de resolução que priorize a coerência entre respostas é a melhor forma de evitar prejuízo na nota, já que a TRI penaliza padrões que indicam palpites, e omissões costumam ser desfavoráveis.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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