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terça-feira, outubro 13, 2026

Entidades criticam interferência do Judiciário e reagem ao cancelamento do debate da Globo

Entidades repudiam alterações judiciais e apoiam Globo

Três associações do setor de comunicação divulgaram, em 1º de outubro, uma nota conjunta em que manifestam solidariedade à TV Globo e criticam decisões judiciais que resultaram no cancelamento do debate entre candidatos à Presidência. Assinam o documento a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ).

No texto, as entidades afirmam que as determinações judiciais alteraram condições que já haviam sido combinadas entre a emissora e os partidos com meses de antecedência. Segundo as associações, as mudanças representaram uma “agressão à liberdade de imprensa” e interferiram na autonomia da Globo para definir o formato e as regras do encontro.

Motivo do cancelamento e decisões apontadas

A emissora atribuiu o cancelamento do programa a decisões judiciais recebidas poucas horas antes da transmissão, que teriam modificado aspectos do regulamento do debate e gerado insegurança jurídica para a realização do evento. Entre as determinações citadas pelas partes estão regras sobre o tratamento da eventual ausência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a participação de Renan Santos (Missão) e questões relativas à presença de Romeu Zema (Novo), em razão dos critérios de representação parlamentar adotados para definir os convidados.

De acordo com as associações, as obrigações impostas pelas decisões judiciais não constavam em lei e alteraram o que já havia sido acertado entre a emissora e os partidos.

Repercussão entre candidatos

O cancelamento gerou reações públicas de candidatos que estavam previstos para participar. Ronaldo Caiado (PSD) classificou as decisões como um “atentado à democracia brasileira”. Romeu Zema (Novo) criticou a atuação do Judiciário no episódio e Augusto Cury (Avante) lamentou a falta da oportunidade de apresentar suas propostas no debate. A reportagem registra que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) não participariam do encontro.

A nota conjunta, divulgada em Brasília e datada de 1º de outubro, ressalta ainda que o cancelamento prejudicou o direito dos eleitores ao acesso direto às propostas dos candidatos convidados e que as alterações judiciais ocorreram em momento considerado intempestivo pelas associações.

As entidades reafirmaram a defesa da autonomia editorial e o direito da imprensa de organizar, nos termos acordados, debates eleitorais com segurança jurídica para sua realização.

Com informações de Paranaibamais

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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