Quem: Luciano Cabral, primeiro vice-presidente da Federação Internacional do Esporte Universitário (FISU).
O que: Cabral afirmou que o esporte universitário funciona como ferramenta de diplomacia e troca cultural entre estudantes-atletas, destacando a convivência harmoniosa entre competidores de países em conflito e a importância de manter o calendário internacional de competições.
Quando e onde: As declarações foram dadas durante os Jogos Universitários de Futebol (JUBs Futebol), realizados em Aracaju.
Como: Segundo o dirigente, o ambiente acadêmico favorece o intercâmbio porque os participantes são estudantes interessados em aprender. Essa interação permite conversas sobre modalidades esportivas, carreiras profissionais e a história das regiões representadas, ampliando a troca cultural além das quadras e piscinas.
Por que: Diante de tensões geopolíticas, a FISU entende o esporte como um meio para promover a paz e reunir jovens independentemente de religião ou posição política. Cabral ressaltou que o desafio atual é assegurar a realização das competições previstas, garantindo a participação de todos e mostrando que a conexão entre povos é possível.
No relato, Cabral citou exemplos históricos do papel do esporte na diplomacia, mencionando episódios em que figuras esportivas contribuíram para a interrupção de conflitos. Ele reforçou a intenção de que os estudantes levem essa experiência para suas trajetórias e se tornem futuros líderes que preservem valores de convivência pacífica.
Sobre o calendário internacional, a FISU tem 32 campeonatos mundiais programados, dos quais cinco ocorrerão em regiões consideradas sensíveis. O objetivo da entidade é manter essas competições e viabilizar a participação ampla, apesar dos desafios impostos por guerras e tensões.
Cabral também comentou as expectativas para os Jogos Mundiais Universitários de 2027, que serão realizados em Chungcheong, na Coreia do Sul. A organização local prepara uma infraestrutura robusta, com Vila Olímpica, estádios e ginásios finalizados, que, na avaliação da FISU, rivalizam com instalações de edições olímpicas recentes. A previsão é de mais de 150 países participantes e aproximadamente 12 mil atletas hospedados na vila, cenário que deverá marcar a retomada do esporte universitário global após a pandemia.
Observação: Rodrigo Ricardo viajou a Aracaju a convite da Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU).
Com informações de Agência Brasil




