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sexta-feira, setembro 25, 2026

Estudo indica que El Niño pode provocar 13,3 mil mortes por calor no Brasil até fevereiro

Quem e o que: Pesquisadores do Laboratório de Impacto Climático (Climate Impact Lab), vinculado à Universidade de Chicago, estimam que o El Niño em curso pode resultar em 13,3 mil mortes por calor no Brasil entre setembro e fevereiro. Esse total representa cerca de 8 mil óbitos a mais do que seria esperado sem a influência do fenômeno.

Projeção global e regiões mais afetadas

O estudo coloca o país entre os mais atingidos na América do Sul e integra uma projeção global de 451 mil mortes associadas a calor extremo nos próximos seis meses. Segundo o relatório, os impactos mais severos devem se concentrar em países do Sul Global, com a região do Sahel — que inclui Nigéria, Sudão, Níger e Chade — estimando 66,8 mil mortes adicionais no mesmo período.

Isoladamente, a Nigéria responde por quase metade desse total, com previsão de 31,4 mil óbitos. No Sudeste Asiático, Filipinas, Vietnã, Tailândia e Camboja somam cerca de 19,4 mil mortes, número próximo ao projetado para a Indonésia, avaliada em 19,3 mil. A Índia tem estimativa de 15,8 mil mortes ligadas ao calor extremo.

Aumento dos dias de calor extremo e cenário futuro

O levantamento aponta que os dias de calor extremo devem crescer 44% em comparação com anos sem El Niño. Os pesquisadores alertam que, caso o evento climático se prolongue até 2027, os números podem subir devido ao aumento do período de exposição a temperaturas anormalmente altas.

Na legenda de uma imagem associada ao estudo, especialistas mencionam que, em Uberlândia, as temperaturas podem ficar entre 3°C e 6°C acima da média em episódios críticos.

Recomendações e papel do relatório

O documento recomenda priorizar respostas emergenciais nas áreas onde o calor extremo se combina com maior vulnerabilidade social. Entre as medidas apontadas pelo Inventário de Adaptação do laboratório estão sistemas de alerta precoce, centros de resfriamento e proteção específica para trabalhadores que atuam ao ar livre.

Os autores do estudo destacam que as projeções servem para orientar decisões práticas: além de quantificar o impacto, o relatório indica onde ações imediatas podem salvar vidas nas próximas semanas e meses. A equipe do Climate Impact Lab afirma também a intenção de atualizar periodicamente as estimativas à medida que o El Niño evoluir e disponibilizar os novos dados publicamente.

A pesquisa marca uma ampliação do trabalho do laboratório, que saiu da análise de efeitos sobre colheitas para estimativas mais abrangentes do pior cenário humanitário associado ao calor extremo.

O relatório enfatiza a necessidade de investimentos em planejamento de longo prazo para reduzir a exposição das populações e evitar que extremos de temperatura se tornem rotina nas próximas décadas.

Com informações de Paranaibamais

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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