Quem: Estados Unidos.
O que: Washington acusou o Brasil de empregar trabalho escravo na cadeia de produção de gado e apresentou uma proposta para aplicar tarifas adicionais de 12,5% a países que não proíbam a importação de produtos fabricados com trabalho forçado.
Quando: Informação divulgada em 3 de junho de 2026.
Onde: A acusação refere-se à produção de gado no Brasil e à proposta tem implicações para a política comercial dos Estados Unidos em relação a parceiros comerciais globais.
Como: A iniciativa prevê a cobrança de uma tarifa extra de 12,5% sobre mercadorias provenientes de países que não adotem medidas para impedir a entrada de bens produzidos com trabalho forçado. Apesar dessa posição mais rígida contra o trabalho escravo, a lista de produtos atingidos pela medida inclui uma exceção: a carne bovina está apontada para ficar isenta da tarifa adicional.
Por que: Segundo a proposta, a medida busca penalizar regimes comerciais que permitam a importação de mercadorias produzidas por trabalho forçado, privilegiando, assim, práticas de produção consideradas compatíveis com padrões de direitos humanos. A inclusão da carne bovina como exceção ocorre mesmo após as acusações direcionadas à pecuária brasileira.
A divulgação destaca o contraste entre a ação proposta contra países que não coíbem produtos resultantes de trabalho forçado e a preservação de isenção para um produto-chave do agronegócio brasileiro: a carne bovina. Não foram apresentados detalhes adicionais sobre o alcance temporal da tarifa, mecanismos de aplicação ou critérios de verificação para caracterizar trabalho escravo na cadeia produtiva do gado.
Autoridades dos Estados Unidos formalizaram a iniciativa em documento que associa a adoção de barreiras tarifárias ao combate ao trabalho forçado, ao mesmo tempo em que mantêm exclusões específicas, entre as quais consta a carne bovina produzida no Brasil.
A reportagem está em atualização.
Com informações de G1




