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domingo, outubro 25, 2026

EUA dizem que vão retomar controle do Estreito de Ormuz e garantir livre circulação de navios

Declaração americana sobre segurança marítima na região

Quem: O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent.

O que: Bessent declarou que os EUA planejam reassumir o controle do Estreito de Ormuz e assegurar a liberdade de navegação na área, por meio de escoltas americanas ou de uma operação conjunta com outros países.

Quando: A afirmação foi feita nesta segunda-feira (30), durante entrevista ao programa Fox & Friends, da Fox News.

Onde: Referia-se ao Estreito de Ormuz, passagem marítima que conecta o Golfo Pérsico ao restante do mundo e é crucial para o escoamento de petróleo de grandes exportadores.

Como: Segundo Bessent, a normalização do tráfego pode ocorrer gradualmente, com escoltas dos EUA ou por meio de uma escolta multinacional. Ele afirmou ainda que, apesar das tensões, o mercado global segue bem abastecido e já registra sinais de retomada na circulação de navios.

Por que: A declaração surge em meio a um aumento das incertezas sobre a segurança da rota, que tem impacto direto no comércio global de petróleo e na inflação, por elevar custos do combustível quando a passagem é ameaçada.

Nas últimas semanas, houve uma série de incidentes que aumentaram a preocupação internacional. Dados de rastreamento mostraram que dois navios porta-contêineres chineses conseguiram atravessar o estreito numa nova tentativa de sair do Golfo, após terem recuado anteriormente. No plano militar, o exército de Israel informou ter interceptado dois drones lançados do Iêmen, depois de rebeldes houthis — alinhados ao Irã — dispararem mísseis contra Israel pela primeira vez desde o início do conflito que envolve Estados Unidos, Israel e Irã.

A instabilidade tem repercussão direta nos preços do petróleo. Analistas citados no relatório apontam que um bloqueio adicional, inclusive no Mar Vermelho caso os houthis passem a atacar embarcações, poderia elevar o preço do barril entre US$ 5 e US$ 10, pressionando a inflação global ao aumentar custos de combustíveis e componentes da cadeia produtiva.

Em paralelo, o presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou a pressão sobre o Irã, exigindo que o país reabra o estreito e ameaçando ataques a instalações energéticas iranianas caso isso não ocorra. Trump havia indicado anteriormente a possibilidade de suspender operações contra infraestrutura energética do Irã até 6 de abril, enquanto delegações dos dois países realizam encontros diretos e indiretos. O governo iraniano descreveu as propostas americanas como “irrealistas, ilógicas e excessivas” e manteve lançamentos de mísseis contra Israel.

Diante dos riscos, exportadores estão procurando rotas alternativas. A consultoria Kpler registrou que as exportações de petróleo da Arábia Saudita desviadas para o porto de Yanbu, no Mar Vermelho, subiram para 4,658 milhões de barris por dia na última semana. Empresas do setor acompanham a situação: a PetroChina informou que segue operando normalmente, embora cerca de 10% de seu abastecimento dependa pela passagem pelo estreito.

O fim de semana apresentou novos ataques na região, incluindo danos a um terminal em Omã e registros de mísseis no Kuwait e em áreas próximas à Arábia Saudita. Especialistas consultados apontam que o mercado permanece cauteloso, atento aos próximos movimentos políticos e militares no Oriente Médio.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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