O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos divulgou, na quinta-feira, uma nova licença geral que autoriza a comercialização de petróleo bruto russo e de derivados petrolíferos embarcados em navios até 11 de abril, informou o próprio órgão em seu site.
A autorização, apontada como relacionada à Rússia, contempla operações envolvendo cargas que foram carregadas em embarcações até 12 de março. Segundo o comunicado, a medida permite transações específicas de petróleo e produtos derivados a fim de regularizar negócios que atendam aos termos da licença.
A publicação da permissão ocorreu um dia após o Departamento de Energia dos EUA anunciar a liberação de 172 milhões de barris de petróleo da Reserva Estratégica (Strategic Petroleum Reserve). A retirada emergencial de parte da reserva foi justificada como uma ação para conter a alta dos preços do petróleo provocada pela guerra no Irã, segundo as autoridades norte-americanas.
Essa medida dos EUA integra um esforço internacional mais amplo coordenado pela Agência Internacional de Energia (AIE). A entidade, formada por 32 países, declarou um compromisso conjunto de liberar 400 milhões de barris de petróleo no mercado como resposta à pressão sobre os preços causada pelo conflito no Oriente Médio.
A nota do Tesouro não detalhou, no texto público, as condições completas da nova licença geral nem especificou eventuais limites comerciais além das datas de carregamento e de validade mencionadas. Também não foram informados outros mecanismos de acompanhamento ou fiscalização por parte das autoridades americanas no documento divulgado.
Fontes oficiais ressaltaram a sequência temporal entre o anúncio do Departamento de Energia e a publicação da licença pelo Tesouro, mas o comunicado disponível no site foi sucinto quanto a explicações adicionais sobre a lógica operacional da autorização.
As medidas — tanto a liberação de barris da reserva estratégica quanto a licença para transações envolvendo petróleo russo — fazem parte das ações tomadas por autoridades dos Estados Unidos e por parceiros internacionais para tentar estabilizar os mercados energéticos diante da crise no Oriente Médio.
Com informações de G1




