Alfredo Loebeling afirmou neste domingo, no programa Mesa Redonda, que a Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) não aprecia a hegemonia recente de clubes brasileiros na Copa Libertadores. Segundo o ex-árbitro, a entidade não manipula resultados de forma direta, mas a escalação de profissionais para apitar partidas pode afetar o desenvolvimento dos jogos.
Loebeling explicou que a conduta da CONMEBOL passa pela tentativa de equilibrar a competição diante da sequência de títulos conquistados por equipes do Brasil. Segundo ele, a estratégia não seria ordenar decisões em campo, mas optar por árbitros com perfil local ou mais rigoroso dependendo de onde a partida é disputada.
“A CONMEBOL não gosta desta hegemonia dos brasileiros. Lógico, não existe essa coisa de ‘vai lá e faz isso’. O que eles fazem é: se eu quero favorecer uma equipe mais do que a outra eu coloco um árbitro caseiro em casa, ou um mais rigoroso fora”, afirmou Loebeling no programa.
O ex-árbitro também trouxe um exemplo de sua carreira para ilustrar o ponto. Ao falar sobre jogos do Boca Juniors, disse: “Vou te dar um exemplo: fiz cinco jogos do Boca na carreira, quatro fora da Argentina. Eu era maluco, não me interessava fazer jogo do Boca na Argentina”.
As observações foram feitas em um momento marcado pelo predomínio de clubes brasileiros na principal competição de clubes da América do Sul. Desde 2019, somente equipes do Brasil conquistaram a Copa Libertadores.
A sequência de títulos começou com o Flamengo, campeão sobre o River Plate em Lima, em 2019. Em seguida, o Palmeiras venceu as edições de 2020 e 2021; o Flamengo voltou a ser campeão em 2022 e 2025; o Fluminense conquistou o título em 2023; e o Botafogo levantou a taça em 2024. Ao todo, são sete edições consecutivas da Libertadores vencidas por clubes brasileiros.
A fala de Loebeling reafirma as críticas sobre a conduta da entidade em relação à distribuição de poder no torneio, conforme relatado no programa em que participou.
Com informações de Uberlandianofoco




