23.6 C
Uberlândia
domingo, setembro 13, 2026

Ex-jogadores de Uberlândia recordam convivência e legado de Oscar Schmidt

Transmissão: Band

A morte de Oscar Schmidt trouxe à tona lembranças entre ex-atletas do Uberlândia que conviveram com ele, seja como companheiro de time ou como adversário. Para aqueles que o conheceram nas quadras, sobressai a determinação e o exemplo profissional do maior pontuador da história do basquete brasileiro, que rejeitava o apelido “Mão Santa” por acreditar que seus feitos resultaram de muito treino.

Quem e quando

Luís Henrique Cambraia, ex-jogador do Uberlândia e da seleção brasileira, recordou que a decisão de seguir no basquete aconteceu ainda na infância, ao assistir à final do Campeonato Interclubes de 1979 no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, quando Oscar atuava pelo Sírio e foi campeão mundial. Cambraia tinha cerca de nove ou dez anos na ocasião e diz que aquele jogo o motivou a ser jogador.

Convívio em clubes

Cláudio Brasília, que também foi campeão brasileiro pelo Uberlândia, contou que atuou ao lado de Oscar por três temporadas: dois anos no Corinthians — onde conquistaram título nacional e duas vezes o Sul-Americano — e depois no Banco Bandeirantes, nas temporadas de 1996, 1997 e 1998. Brasília relatou que Oscar, recém-chegado da Europa, já começava a poupar esforços, mas continuava tendo jogos de pontuação elevada, chegando a marcar 50 pontos em partidas.

Em quadra e fora dela

Segundo os relatos, dentro das partidas Oscar costumava assumir a responsabilidade ofensiva, sendo o principal alvo das jogadas quando estava livre. O temperamento nas partidas era carregado: cobrava colegas e se manifestava de forma ríspida durante os confrontos. Ainda assim, após o apito final voltava a ser sociável e participativo com companheiros de vestiário.

Cambraia recordou que, quando Oscar atuava em Uberlândia, as partidas ganhavam intensidade adicional pela reação da torcida. A provocação dos torcedores frequentemente gerava trocas de palavras, o que aumentava o clima de disputa em quadra. Para os ex-jogadores, essa atitude fazia parte do perfil competitivo de Schmidt, que priorizava resultados e tinha obsessão por alcançar a melhor performance possível.

Legado e ensinamentos

Ambos destacaram que Oscar enfatizava o treino como fonte de sua habilidade, rejeitando qualquer noção de dom divino associada ao apelido “Mão Santa”. Para Cambraia, ele foi referência de persistência, dedicação e compromisso profissional. Brasília ressaltou que Schmidt demonstrou que o trabalho intenso gera evolução, lembrando uma imagem marcante da conquista pelo Corinthians, quando o jogador subiu a uma parte alta do ginásio para balançar a bandeira do clube.





Os relatos lembram ainda que Schmidt abriu mão de uma carreira na NBA para permanecer na seleção brasileira e que mantém até hoje a maior pontuação em uma edição das Olimpíadas, consolidando um legado que vai além de títulos e números.

Com informações de Paranaibamais

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
Últimas Notícias
Veja também