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terça-feira, outubro 27, 2026

Explosão em alojamento e queda de escada deixam quatro mortos durante colheita no Espírito Santo

Quatro trabalhadores morreram em um intervalo de duas semanas durante o início da colheita no Espírito Santo, em casos ocorridos em áreas de produção de café e pimenta. Os acidentes registrados no estado envolveram uma explosão seguida de incêndio e uma queda de escada, informaram autoridades e produtores.

Três das mortes aconteceram após uma explosão que provocou incêndio em um alojamento de uma fazenda de café em Vila Valério, na Região Noroeste. As vítimas foram identificadas como Gildeson Gama Leite, 30 anos; Ilmar Gama de Souza, 31 anos; e Aldino Alves Almeida, 28 anos — todos naturais da Bahia. Eles sofreram queimaduras em até 90% do corpo e chegaram a ser internados e intubados no Hospital Estadual Jayme dos Santos Neves, na Serra, na Grande Vitória. Outro trabalhador que estava no mesmo quarto ficou ferido.

A administradora da fazenda, Fernanda Kefler, declarou que há a suspeita de que o incêndio tenha sido provocado por um curto-circuito em uma tomada onde celulares estavam sendo carregados. O cômodo onde as chamas começaram ficou totalmente destruído: colchões foram consumidos e parte das telhas do telhado desabou. O incidente ocorreu na madrugada do dia 4 de maio.

A quarta vítima, o produtor rural José Albino, de 56 anos, sofreu queda de uma escada ao abastecer um secador de pimenta em Jaguaré, no Norte do estado. Ele bateu a cabeça, ficou internado por seis dias e morreu no dia 5 de maio.

Alertas sobre segurança no campo

Com o avanço da safra, bombeiros e autoridades reforçam a necessidade de medidas de proteção para trabalhadores rurais. Segundo o tenente Leonardo Cazzotto, do Corpo de Bombeiros, na cidade de São Mateus chegam a ser registradas até duas ocorrências por semana relacionadas a atividades nas lavouras, envolvendo máquinas e equipamentos diversos.

Entre os riscos apontados estão cortes, lesões, atropelamentos por caminhões e tratores — que têm pontos cegos — além de acidentes com corpos estranhos nos olhos, como galhos e grãos, e problemas respiratórios pela inalação de pó do café, que contém material orgânico. Para reduzir exposições, o tenente ressalta a importância do uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), como luvas, óculos de proteção, máscaras, aventais e botinas, e da atenção à movimentação de veículos e às condições do solo.

Da mesma forma, o superintendente do Ministério do Trabalho no Espírito Santo, Alcimar Candeias, afirmou que “todas as questões relacionadas à segurança, à saúde no trabalho e à garantia dos direitos sociais previdenciários são responsabilidade de quem contrata”. O Pacto do Café já prevê políticas contra trabalho análogo à escravidão e ao trabalho infantil no setor, mas autoridades alertam para a necessidade de evitar outras situações precárias por parte dos empregadores.

As mortes ressaltam a vulnerabilidade de trabalhadores durante o período de colheita e a necessidade de adoção rigorosa de procedimentos de segurança nas fazendas.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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