A mostra “Coleção Ingá: Brasil plural” apresenta cerca de 200 peças do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, conhecido como Museu do Ingá, de Niterói. A exposição está instalada em dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro, e fica aberta ao público até 27 de setembro, com entrada gratuita.
O Museu do Ingá alberga mais de 10 mil itens de épocas diversas. Para esta ocasião, foram selecionadas obras que evidenciam diferentes aspectos da identidade cultural brasileira, incluindo objetos ligados a povos originários, registros de artistas viajantes, experiências modernistas, produções de matrizes populares e trabalhos que expressam fenômenos de sincretismo e de resistência cultural.
As peças exibidas abrangem formatos variados — pinturas, esculturas, gravuras e objetos — datadas principalmente dos séculos 19 e 20. Entre os nomes presentes na seleção estão Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé e Oswaldo Goeldi, cujas obras ajudam a compor um panorama da produção artística moderna no país.
Marcus Lontra, um dos curadores da exposição, ressalta que a montagem buscou valorizar a diversidade do Brasil. Segundo ele, a curadoria procurou mostrar distintas maneiras de ver e interpretar o país, levando em conta sua amplitude territorial e a diversidade étnica e cultural de sua população.
O acervo do Museu do Ingá é formado por oito conjuntos de proveniência variada. Entre os destaques citados pela instituição estão a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto, além de grandes painéis pertencentes à Coleção Banerj que integram a mostra.
A exposição está organizada em seis núcleos temáticos. Dois deles são “Essa Gente Brasileira”, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e “Matriz Popular”, dedicado às produções artísticas de matriz popular. A organização espacial ocupa dois andares do centro cultural, permitindo ao visitante acompanhar diferentes recortes do acervo do museu.
A mostra segue em cartaz até 27 de setembro, com entrada gratuita.
Com informações de Uberlandianofoco




