Quem e o que: O senador Flávio Bolsonaro deixou o Brasil na madrugada desta terça-feira (27) e teria como destino os Estados Unidos, confirmaram aliados e agentes da Polícia Federal.
Como e por onde: Fontes da PF informaram que o político teria cruzado a fronteira com a Argentina em Puerto Iguaçu e embarcado com destino aos EUA. A polícia argentina, em cooperação com a PF, não descartou a possibilidade de trânsito pelo país, segundo apuração do R7, enquanto a Direção Nacional de Migrações da Argentina afirmou não ter registro de entrada do senador.
Agentes argentinos passaram a fiscalizar a aeronave e a tripulação devido ao “frenesi midiático” em torno do voo, declarou o órgão, que ainda afirmou não ter recebido plano de voo com integrantes da família Bolsonaro. A Casa Rosada, conforme veículos locais, também disse não ter registro de chegada de Flávio. Policiais federais de Foz do Iguaçu informaram que não localizaram passagem dele pela fronteira.
Ordem judicial e cumprimento: Na noite de domingo (25), após o segundo turno das eleições, o ministro Alexandre de Moraes determinou o recolhimento dos passaportes do senador e proibiu sua saída do país no âmbito de investigação por suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz. O prazo para entrega dos documentos terminou às 11h desta terça, sem que os passaportes fossem apresentados à PF. Em razão do descumprimento, a corporação cancelou os documentos brasileiros e comunicou o ministro.
Flávio possui também cidadania italiana; o passaporte europeu não foi invalidado por autoridades brasileiras, que não têm jurisdição sobre documento de outro país.
Investigação: O senador é alvo de apurações que incluem suspeitas de lavagem de dinheiro ligadas a empresas associadas ao advogado Willer Tomaz, além de investigações sobre possível irregularidade no financiamento do filme “Dark Horse”, que trata da trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ambos negam irregularidades e dizem ser amigos, mas negam sociedade.
O que Flávio disse antes de deixar o país
Na segunda-feira (26), Flávio publicou vídeo nas redes sociais afirmando que agentes da PF o abordaram ao deixar a casa do pai, em Brasília, para comunicar a decisão judicial. Na gravação, ele classificou a medida como tentativa de intimidação, disse que não pensava em sair do país e afirmou que entregaria seus passaportes e apresentaria sua defesa. Também declarou que organizaria a oposição ao novo governo.
Após a apuração do segundo turno, o senador não admitiu a derrota e anunciou intenção de pedir a anulação do pleito, alegando que a extensão do horário de votação teria favorecido o presidente eleito; no entanto, o Partido Liberal reconheceu publicamente a vitória do presidente na terça-feira.
Aliados de Flávio e parte da família confirmaram a saída do país, enquanto o coordenador de campanha do senador, Rogério Marinho, se recusou a comentar quando procurado pela correspondente Aline Brito, do Grupo Paranaíba em Brasília.
A notícia segue sendo apurada pelas autoridades competentes.
Com informações de Paranaibamais




