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terça-feira, outubro 13, 2026

FMI reduz projeções de crescimento para América Latina e Brasil

FMI revisa para baixo crescimento regional e ajusta previsões por país

O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para baixo suas projeções de crescimento da América Latina e do Caribe para este ano e para 2027, segundo o relatório Perspectiva Econômica Global divulgado nesta terça-feira (13) em Bangcoc. A instituição apontou que grande parte da região tem se beneficiado pouco dos avanços em inteligência artificial (IA).

De acordo com o FMI, o crescimento regional deve ficar em 2,3% neste ano, abaixo dos 2,5% registrados em 2025 e abaixo da projeção de 2,4% divulgada em julho para 2026. Para 2027, a estimativa foi reduzida de 2,7% para 2,5%.

A revisão ocorre apesar de o Fundo ter elevado levemente a previsão de crescimento da economia mundial para este ano, de 3% para 3,1%. O relatório atribui a relativa resiliência da “economia global dividida” ao redirecionamento de suprimentos de energia e aos investimentos estimulados pela inteligência artificial.

O FMI também ressaltou que a guerra no Oriente Médio provocou um choque energético com efeitos inflacionários globais. O petróleo Brent está em torno de 45% acima do nível anterior ao conflito, segundo o relatório. Custos elevados de combustíveis e energia comprimem rendimentos de famílias e empresas, e o temor de inflação persistentemente alta elevou os custos de financiamento internacional a patamares não vistos há décadas.

Para a América Latina, o impacto do choque energético dependerá de o quanto os ganhos dos países exportadores de commodities compensarem as perdas dos importadores de energia, além da credibilidade das metas de inflação dos bancos centrais. O FMI observa que, na maioria dos países da região, a recuperação do setor tecnológico tem oferecido pouca compensação.

Entre as economias detalhadas, a Argentina teve a maior revisão negativa: a previsão de crescimento foi ajustada para 2,1% neste ano, ante 4,5% em 2025 e 3,5% projetados em julho. Para 2027, a estimativa caiu de 4% para 3,5%. A inflação argentina deve recuar de 41,9% em 2025 para 32,5% neste ano.

As projeções para o Brasil foram reduzidas para 2,2% neste ano e 1,9% em 2027, ante 2,4% e 2,2%, respectivamente, previstos em julho. O FMI atribui a desaceleração esperada à manutenção de condições monetárias restritivas para controlar a inflação, à retirada do apoio fiscal do governo e à incerteza global.

O México foi exceção ao ajuste para 2026: a previsão subiu de 1,2% para 1,5%, com o Fundo relacionando a melhora a exportações — inclusive por cadeias de suprimentos ligadas à IA — e à estabilização dos investimentos. Para 2027, porém, a projeção caiu de 1,9% para 1,8%, diante de riscos no comércio e outras incertezas.

As tabelas do relatório indicam ainda que o crescimento do Chile deve desacelerar de 2,5% para 0,6% neste ano. A economia da Bolívia deve contrair 3%, após queda de 1,6% em 2025. Na Venezuela, a inflação projetada sobe de 252% para 467,9%.

O FMI conclui que os riscos permanecem predominantemente negativos e alerta que turbulências nos mercados podem afetar economias emergentes por meio do aumento dos custos do endividamento público, da pressão sobre suas moedas e do aperto das condições financeiras locais.

Com informações de Uberlandianofoco

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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