Ao menos 164 domínios fraudulentos que imitam a página oficial de venda do álbum e das figurinhas da Copa do Mundo de 2026 foram identificados até meados de maio, segundo levantamento da empresa de segurança Kaspersky. O número representa um aumento de 720% em relação ao levantamento anterior, realizado até 23 de abril, quando foram detectadas 20 páginas falsas.
As páginas clonadas reproduzem o visual e as etapas de compra do site legítimo, oferecendo preços muito abaixo do mercado ou promoções apresentadas como “imperdíveis”. Para dar aparência de credibilidade, algumas plataformas chegam a exibir informações no rodapé, como contatos, CNPJ e endereço.
O objetivo dos criminosos é roubar dinheiro dos consumidores. Na etapa de pagamento, as vítimas frequentemente são orientadas a fazer transferências via PIX para contas de terceiros em fintechs. Depois da transferência, os valores costumam ser rapidamente distribuídos entre várias contas, o que dificulta o rastreamento e a recuperação do dinheiro.
“A popularidade da coleção e o apelo emocional dos fãs tornam esse tipo de golpe ainda mais convincente”, afirmou Fabio Assolini, pesquisador-chefe de segurança da equipe global de pesquisa e análise da Kaspersky para a América Latina e a Europa. Ele explicou que golpistas exploram a pressa e o receio de ficar de fora e que é esperado o surgimento de novos domínios cada vez mais sofisticados nos dias seguintes.
Os sites falsos foram detectados no Brasil, em Portugal e em outros países da América Latina. Na Colômbia, por exemplo, a divulgação do golpe também ocorreu por meio de mensagens em aplicativos como o WhatsApp e por anúncios em redes sociais, como o Instagram.
A Panini informou que está adotando medidas para derrubar os sites que promovem fraudes e orientou colecionadores a comprar apenas por meio de grandes varejistas parceiros e do site oficial da editora. A empresa citou, entre os parceiros comerciais, Amazon, Magalu e Mercado Livre.
Além do comércio eletrônico fraudulento, há relatos de venda de figurinhas falsificadas. Consumidores relatam receber pacotes com cromos com cores alteradas ou com o verso em branco. Na semana passada, a Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu cerca de 200 mil cromos falsificados em Nova Iguaçu; o material estava no compartimento de carga de um ônibus, foi periciado e inutilizado.
Para reduzir riscos, as recomendações incluem usar apenas canais oficiais (digitando o endereço no navegador e evitando links recebidos por mensagens), checar o domínio do site, configurar alertas de consumo no banco para identificar cobranças não autorizadas e contar com ferramentas de cibersegurança que detectem páginas e links suspeitos.
Com informações de G1




