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domingo, outubro 25, 2026

Golpistas criam páginas que imitam Ticketmaster para vender ingressos do BTS no Brasil

Fraude usa identidade visual da Ticketmaster e oferta pagamento por PIX

Golpistas estão explorando a chegada do grupo de K-pop BTS ao Brasil para montar páginas falsas de comercialização de ingressos que simulam o site oficial. A empresa de segurança Kaspersky identificou ao menos 10 domínios fraudulentos criados apenas em abril de 2026 que reproduzem a aparência da Ticketmaster, responsável pela venda oficial no país.

Segundo apuração, os sites falsos copiam também parte do fluxo de compra, o que aumenta a chance de consumidores serem enganados. O G1 solicitou posicionamento da Ticketmaster, mas não havia obtido resposta até a última atualização desta reportagem.

O G1 teve acesso a alguns dos links e constatou que vários terminavam em extensões como “.online”, “.website” e “.site”, enquanto o endereço oficial da venda encerra em “.com.br”. Em um dos casos verificados, o endereço da página falsa terminava em “.app”.

No fim da manhã desta terça-feira (7 de abril de 2026), quando o site legítimo informava que os ingressos estavam esgotados, as páginas forjadas ainda exibiam supostas entradas à venda com valores entre R$ 340 e R$ 495. Em uma das plataformas falsas, antes de finalizar o pagamento, eram solicitados CPF, nome completo, e-mail, cidade e número de celular.

Os sites fraudulentos costumam direcionar o pagamento via PIX. A Kaspersky relata que algumas dessas páginas oferecem também opção de pagamento por cartão, mas estimulam o PIX alegando alta demanda e sugerindo concluir a compra por esse meio. A empresa de segurança observa que transações por cartão podem ser contestadas, um recurso não disponível de maneira direta em pagamentos instantâneos na mesma forma tradicional.

O texto da apuração lembra que, desde outubro de 2025, bancos passaram a disponibilizar no ambiente do PIX um mecanismo para contestação de transações diretamente pelo aplicativo, sem necessidade de atendimento, o que pode ajudar vítimas a tentar reverter pagamentos realizados por esse meio.

Especialistas recomendam checar o endereço do site antes de comprar — domínios oficiais de grandes empresas brasileiras normalmente terminam em “.com.br” — e avaliar inconsistências visuais na página. Mensagens que criam senso de urgência, ofertas muito abaixo do preço de mercado e a presença exclusiva do PIX como meio de pagamento são indícios frequentes de golpe. A prática de oferecer apenas um canal de pagamento e incentivar PIX é um sinal clássico de fraude, alertam profissionais de segurança.

Consumidores que acreditam ter sido vítimas devem contatar imediatamente o banco e solicitar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) para tentar reverter o PIX.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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