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quarta-feira, setembro 16, 2026

Google fecha maior acordo de remoção de carbono da sua história para projeto em 200 mil hectares de arroz no RS

Quem e o que: O Google fechou o maior acordo de remoção de carbono de sua trajetória para financiar um projeto conduzido pela Terradot em mais de 200 mil hectares de plantações de arroz no Rio Grande do Sul. A iniciativa alia práticas para reduzir metano nos arrozais e uma técnica de remoção de CO₂ por meio de rochas.

Como funciona: O projeto combina duas frentes: práticas agrícolas destinadas a diminuir o metano liberado nos cultivos de arroz, e a aplicação de meteorização aprimorada de rochas, processo que acelera a reação natural pela qual certos tipos de rocha capturam CO₂ atmosférico. As ações serão monitoradas e convertidas em créditos de carbono, com contabilização e verificação separadas para redução de metano e remoção de CO₂.

Por que o arroz: Muitos arrozais são cultivados em áreas alagadas, ambiente que favorece microrganismos produtores de metano. Segundo avaliação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), os arrozais são responsáveis por cerca de 10% a 12% das emissões globais de metano. O projeto mira reduzir essas emissões e transformá-las em créditos de carbono.

Metas e escala: A previsão é que a iniciativa gere créditos equivalentes à redução de 1 milhão de toneladas métricas de metano até 2030. Na parte de remoção, a Terradot estima gerar créditos correspondentes à retirada de 1 milhão de toneladas de carbono até 2040. A empresa informa que essa etapa será o maior projeto anunciado de meteorização aprimorada de rochas, com a componente de remoção dez vezes maior do que iniciativas anteriores desse tipo.

Expansão: O Google e a Terradot afirmam que o objetivo é testar o modelo em grande escala no Rio Grande do Sul e, posteriormente, expandi-lo. O potencial apontado é aplicar a técnica nos cerca de 1,5 milhão de hectares de cultivo de arroz do Brasil e também em grandes produtores como Índia e Vietnã. A Terradot pretende iniciar projetos-piloto em outros países em 2026 e prevê expansão comercial a partir de 2028.

Contexto financeiro e tecnológico: O investimento está ligado ao aumento do consumo de energia por grandes empresas de tecnologia, especialmente com a expansão de data centers para serviços de inteligência artificial. O Google já havia adquirido participação na Terradot em 2024. O custo por tonelada para remoção de carbono é um desafio: um contrato público da Terradot em 2024 indicou cerca de US$ 300 por tonelada para remoção de 90 mil toneladas. A empresa diz que o novo projeto terá custo inferior aos acordos anteriores, embora ainda não alcance os US$ 100 por tonelada considerados por muitos como limiar para ampla demanda. A Terradot adiciona que a verificação dos resultados pode somar mais de US$ 100 por tonelada aos custos, com expectativa de redução desses valores conforme a técnica evoluir e for aplicada em maior escala.

Verificação e crédito: Os créditos de redução de metano e de remoção de CO₂ serão medidos e verificados por regras específicas para terem valor comercial. A Terradot e o Google destacam que agir simultaneamente sobre metano e CO₂ busca reduzir emissões de curto prazo e remover carbono que pode permanecer na atmosfera por séculos.

O projeto se encerra na fase de testes e monitoramento definidos pelas empresas, com metas anunciadas para 2030 e 2040 e planos de expansão nos anos seguintes.

Com informações de G1

Evaldo Ribeiro
Evaldo Ribeirohttp://reportermarechal.com.br
Evaldo Ribeiro é produtor de conteúdo digital e responsável pelo portal Reporter Marechal, atuando na criação, apuração e divulgação de conteúdos informativos de interesse público, com foco regional e relevância para a comunidade.
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