O governador Mateus Simões afirmou, em entrevista ao programa Poder Entrevista, que o Triângulo Mineiro enfrenta um agravamento no conflito entre facções criminosas, citando presença consolidada do PCC em Uberlândia e a aparição do Comando Vermelho em Araguari. A declaração foi feita durante agenda do chefe do Executivo em Uberlândia.
Presença das facções e cenário local
Segundo o governador, a região identificada como Triângulo Norte tem sido mais afetada que outras áreas do estado pela disputa entre organizações criminosas. Em seu relato, Simões destacou a atuação do Primeiro Comando da Capital em Uberlândia e o surgimento do Comando Vermelho em Araguari, situação que, na visão do governo, acirra a violência e compromete a segurança da população local.
Medidas no sistema prisional
Como resposta ao quadro exposto, o governo estadual anunciou medidas voltadas ao sistema prisional com objetivo de enfraquecer a comunicação das lideranças criminosas. Entre as ações previstas está a instalação de bloqueadores de sinal em unidades prisionais da região, projeto com investimento estimado em cerca de R$ 20 milhões.
De acordo com Mateus Simões, a iniciativa pretende interromper a comunicação entre presos e contatos externos, prática considerada essencial para o funcionamento das quadrilhas. A estratégia inclui selecionar presídios onde há detentos ligados a facções, concentrando esforços nas áreas consideradas mais críticas.
Repercussão política e a agenda de segurança
Além das medidas operacionais, a fala do governador tem caráter político ao reconhecer publicamente a presença do PCC e do Comando Vermelho no Triângulo Mineiro, consolidando uma narrativa de enfrentamento ao crime organizado. O posicionamento busca responder à preocupação de moradores de cidades médias e grandes do interior, para quem a segurança pública tem ganhado maior relevância.

Com a disputa eleitoral de 2026 no horizonte, o tema da segurança deve ocupar papel de destaque nas ações e no discurso do governo nos próximos meses. No Triângulo Mineiro, onde o crescimento urbano e econômico convive com desafios na área de segurança, a pauta seguirá no centro das atenções.




