O governo federal oficializou, em 17 de setembro de 2026, um reajuste de 15,04% no Bolsa Família, que passa a vigorar em 1º de outubro de 2026. O aumento eleva o valor mínimo do programa de R$ 600 para R$ 691 e projeta um pagamento médio que subirá de R$ 675 para R$ 777, segundo o decreto publicado em edição extra do Diário Oficial da União (Decreto nº 13.120).
Quando e como será aplicado
O acréscimo não altera os pagamentos de setembro, cujas parcelas começaram em 17 de setembro e seguem até 30 de setembro. A correção será incorporada à folha de outubro, e os calendários de pagamento continuarão obedecendo ao último dígito do Número de Identificação Social (NIS).
Em setembro, o benefício médio pago foi de R$ 678,18, e cerca de 19,29 milhões de famílias recebem o Bolsa Família, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Beneficiários com NIS com final 1 já iniciaram os pagamentos do ciclo de 2026, conforme cronograma do programa.
Quais valores mudam
Além do valor mínimo e da média projetada, o reajuste modifica os componentes do programa:
Benefício de Renda de Cidadania: sobe de R$ 142 para R$ 164 por integrante;
Benefício Complementar: ajusta a diferença necessária para que a soma dos benefícios de Renda de Cidadania atinja R$ 691;
Benefício Primeira Infância: aumenta de R$ 150 para R$ 173 por integrante com idade entre zero e sete anos incompletos;
Benefício Variável Familiar: passa de R$ 50 para R$ 58 por integrante elegível.
Motivação e impacto fiscal
O governo informou que a correção acompanha a inflação acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que ficou em 15,04% no período. O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, declarou que o reajuste terá impacto estimado de R$ 5,8 bilhões em 2026 e cerca de R$ 22 bilhões em 2027.
Contexto eleitoral
O anúncio foi feito em 17 de setembro de 2026, 17 dias antes do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro. O governo ressaltou que a correção visa recompor as perdas inflacionárias registradas desde 2023, e que os novos valores só entrarão na folha de outubro.
Quem tem direito
Recebem o Bolsa Família famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) que atendem aos critérios de renda e às demais regras do programa. Os beneficiários precisam cumprir condicionalidades nas áreas de saúde e educação, como acompanhamento pré-natal, vacinação e frequência escolar de crianças e adolescentes, além de manter o cadastro atualizado. A inscrição no CadÚnico por si só não garante a inclusão automática no programa; a entrada depende da análise e do cumprimento dos critérios estabelecidos.
O reajuste passa a vigorar em 1º de outubro de 2026 e será refletido nos pagamentos realizados a partir da folha de outubro.
Com informações de Paranaibamais




